Guedes deve liberar região com suspeita de aftosa no PR

Quase um ano depois da polêmica sobre os focos de febre aftosa diagnosticados no rebanho do Paraná, o Ministério da Agricultura anuncia nos próximos dias o fim das restrições sanitárias ao município de Loanda, que é a última região ainda interditada no Estado. Com a liberação, os pecuaristas do Paraná poderão comercializar seus rebanhos e carne para outros estados e também no mercado externo, se houver demanda.O fim da barreira sanitária no Paraná é um fato tão importante do ponto de vista político e técnico que o ministro Luís Carlos Guedes Pinto avalia a possibilidade de viajar para o Paraná para anunciá-lo. Em Brasília, comenta-se que o ministro pode deslocar-se para Curitiba ainda nesta semana.Em setembro deste ano, o Departamento de Saúde Animal da pasta anunciou o fim das restrições sanitárias aos municípios paranaenses de Bela Vista, Grandes Rios, Maringá e São Sebastião da Amoreira. Ao anunciar o fim da restrição, o ministério informou que era preciso fazer investigações complementares em Loanda.Depois de ressurgir no sul do Mato Grosso do Sul, a febre aftosa foi diagnosticada no Paraná. O primeiro foco paranaense foi notificado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em dezembro, de acordo com informações da Secretaria de Defesa Agropecuária. A interdição é estabelecida quando há um problema sanitário.Após a confirmação do foco, técnicos do ministério e do governo estadual travaram um verdadeiro duelo na imprensa e, posteriormente, nos bastidores. Os paranaenses argumentavam que o rebanho do Estado estava livre de aftosa e que os resultados indicavam um "falso positivo", ou seja, os sintomas da doença eram um reflexo da vacinação. Os técnicos do ministério confirmavam o diagnóstico e argumentavam que a discussão não tinha fundamento técnico e que prejudicava a imagem da carne brasileira no exterior.

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