Reprodução/Facebook Felipe Francischini
Reprodução/Facebook Felipe Francischini

Guedes deve receber lideranças do PSL e presidente da CCJ ainda nesta terça-feira

A reunião ocorre após o governo conseguir um novo acordo para que o ministro da Economia compareça na Comissão na quarta-feira da semana que vem

Idiana Tomazelli e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2019 | 17h19
Atualizado 26 de março de 2019 | 18h59

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve receber ainda nesta terça-feira, 26, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), na sede da pasta, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A reunião está prevista para as 17h30.

Também devem participar o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, a vice-presidente da CCJ, deputada Bia Kicis (PSL-DF), e os líderes do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

A reunião ocorre após o governo conseguir um novo acordo para que Guedes compareça, a convite, na CCJ na quarta-feira da semana que vem, após o adiamento da audiência pública prevista para esta terça-feira.

Mais cedo, Francischini criticou o que classificou de "falta de uniformização no discurso sobre a Previdência", tanto no governo quanto na base aliada no Congresso Nacional. "Há correntes no governo que não estão alinhadas no discurso da reforma", afirmou. "Falta, para acabar com os atritos, ter uniformidade no posicionamento do governo", acrescentou Francischini.

Relator deverá ser indicado ainda nesta semana

Felipe Francischini também afirmou que deve indicar o relator da reforma da Previdência na comissão ainda nesta semana.

O assunto deverá ser tratado na reunião desta terça-feira. "Mas a questão da relatoria cabe a mim", enfatizou. "Um relator do PSL é uma das possibilidades", adiantou. 

Segundo Francischini, a justificativa de Guedes para não ir ao Congresso nesta terça-feira porque ainda não há um relator designado "pegou mal". 

"Pegou mal a nota redigida pelo Ministério da Economia, não foi a forma correta de fundamentação. Essa questão de não vir devido à falta de um relator não foi construída comigo", acrescentou o deputado. "Não há rusga nenhuma, não vou entrar em atrito com ninguém", completou. 

 

O presidente da CCJ disse ainda que havia combinado em um almoço na última sexta-feira, 22, que o relator da reforma na comissão seria escolhido nesta semana após "fatos políticos que tornassem o ambiente mais favorável", nas palavras dele. Francischini ainda cobrou do governo uma unidade maior de discurso em torno da defesa da reforma. "Algumas correntes do governo não estão alinhadas politicamente. Temos visto isso em entrevistas: uma pessoa diz algo e outra diz o contrário. É preciso haver uma uniformidade", completou.

Crítica

Francischini criticou o que classificou de "falta de uniformização no discurso sobre a Previdência", tanto no governo quanto na base aliada no Congresso Nacional. "Há correntes no governo que não estão alinhadas no discurso da reforma", afirmou.

"Falta, para acabar com os atritos, ter uniformidade no posicionamento do governo", afirmou Francischini. Ele afirmou que deve ter entre hoje ou amanhã uma reunião com os ministros Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni e com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para alinhar os ponteiros e definir o relator da reforma na comissão.

Apesar dos atritos, Francischini disse que "com uma construção básica" ainda é possível aprovar a reforma na Câmara no primeiro semestre deste ano. "O que atrapalhou muito foram os atritos na semana passada entre os Poderes e também (atritos) internos na Casa", disse.

Ele avaliou, porém, que é difícil, aprovar a proposta também no Senado ainda no primeiro semestre. Segundo o presidente da CCJ, o mais provável é que os senadores apreciem a matéria no início do segundo semestre.

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