Gabriela Biló/Estadão
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Guedes diz que País não deve ter 2ª onda de covid, mas que governo tem instrumentos para enfrentá-la

Ministro da Economia alertou para a necessidade de avançar em reformas para que o governo tenha mais fôlego para enfrentar um eventual ressurgimento da doença em 2021

Eduardo Rodrigues e Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2020 | 11h37

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta quinta-feira, 29, que o panorama atual não indica uma segunda onda de contágio de covid-19 no Brasil, mas garantiu que o governo terá os instrumentos necessários para enfrentar a doença caso ela se estenda por mais um dois anos.  

“A dívida bruta já caminha para 100% do PIB, mas se houver uma segunda onda daremos resposta e encontraremos os recursos necessários. É como uma guerra, e se a guerra durar três anos vamos enfrentar, mas esse não é o plano A. O que vemos no momento é doença descendo e economia voltando”, afirmou, em audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional para o acompanhamento de medidas contra a covid-19.

Guedes considerou que a única solução para a covid-19 é a vacina e alertou para a necessidade de avançar em reformas para que o governo tenha mais fôlego para enfrentar uma eventual segunda onda da doença em 2021.  “Só com a vacina estaremos livres desse pesadelo, antes disso continuamos vulneráveis. Mas se houver segunda onda,  com certeza a democracia brasileira dará resposta novamente”, completou.

O ministro mais uma vez afirmou que se o auxílio emergencial tivesse um valor menor, de R$ 200 a R$ 300, o governo conseguiria mantê-lo por mais dois ou três anos em caso de continuidade da pandemia.  “O que controla o alcance do auxílio é o fôlego fiscal. Temos fôlego até o fim de 2020, a partir daí é um ponto de interrogação. Não podemos estender medidas como se não houvesse amanhã, não contem comigo. Contem comigo para uma resposta correta politicamente e responsável”, acrescentou.

Guedes garantiu que, em caso de segunda onda, o governo vai trabalhar com o Congresso de forma tão decisiva como fez em 2020. “E vamos corrigir erros e excessos, inclusive pelo aprendizado que tivemos”, completou. Para ele, a proposta de novo pacto federativo precisa de uma cláusula prever exceções em calamidades públicas como a atual pandemia. 

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