Marcos Corrêa/PR - 9/6/2020
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Guedes e Campos Neto revisam expectativa para tombo menor do PIB neste ano

Presidente do Banco Central projeta retração de 4,5% na atividade econômica, enquanto o ministro da Economia estima queda de cerca de 4%, menor que as previsões do mercado financeiro

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2020 | 15h00

BRASÍLIA - O Banco Central já trabalha com uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) inferior a 5% em 2020. Em evento virtual na manhã desta segunda-feira, 19, o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, afirmou que as projeções atuais já indicam um recuo menor que o esperado anteriormente, em meio à pandemia de covid-19. Ele citou a expectativa de uma retração de 4,5% do PIB no ano.     

A queda, citada por Campos Neto durante evento do Milken Institute, é inferior ao publicado no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), de setembro deste ano, quando o BC projetou queda de 5% do PIB. No fim de junho, a projeção era de baixa de 6,4%. 

O recuo de 4,5% também está abaixo das previsões atuais do mercado financeiro. O Relatório de Mercado Focus, publicado na manhã desta segunda, indicou que a projeção mediana dos economistas do mercado é de 5% de queda.

De manhã, em outro evento, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que as previsões iniciais eram de que o PIB brasileiro cairia 10%. Agora, as projeções de mercado estão entre recuo de 5,5% e 5%. “Mas achamos que será menos, uma queda de cerca de 4%”, pontuou.  

Essas projeções estão abaixo das verificadas no auge da pandemia do novo coronavírus. Ainda no primeiro semestre do ano, algumas instituições financeiras chegaram a citar a possibilidade de recuo de dois dígitos do PIB brasileiro este ano. No entanto, Campos Neto tem lembrado que os programas do governo para sustentar a economia durante a crise minimizaram os efeitos sobre o PIB.

Segundo Guedes, o auxílio emergencial salvou “os sinais vitais da economia”. “O Brasil gastou 10% do PIB nessa operação de resgate na pandemia. O gasto foi o dobro dos emergentes, mas sem arrependimento”, disse. / COLABORARAM THAÍS BARCELLOS E EDUARDO RODRIGUES

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