REUTERS/Amanda Perobelli
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Guedes em NY: 'Bolsonaro não ameaça a democracia de jeito algum'

Em evento da XP Investimentos, o ministro afirmou que o modelo econômico brasileiro, com concentração de poder e recursos, se exauriu

Ricardo Leopoldo, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2019 | 14h35

Nova York - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que houve desconto do "establishment" com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), mas disse que o presidente não representa ameaça à democracia "de jeito nenhum". As declarações foram dadas em evento da XP Investimentos em Nova York,  nesta quarta-feira, 10.

Guedes reiterou no discurso o diagnóstico da economia brasileira que tem feito em eventos dos quais participa desde que se tornou ministro.

Disse que o modelo econômico brasileiro, com concentração de poder e recursos, se exauriu. Afirmou também que o País venceu a inflação, mas elevou impostos e desacelerou o crescimento. "O Brasil precisa mudar o regime econômico, pois o crescimento é baixo", disse. "Vamos recuperar taxas de crescimento mais altas logo", prometeu.

Para o ministro, há um choque da velha política com a nova política. "Tivemos 30 anos de social democracia e agora liberais e conservadores estão no poder", disse. "Queremos abrir a economia, privatizar, reduzir impostos e fazer ajuste fiscal", afirmou. 

Reforma da Previdência

Guedes reforçou a expectativa de que o Congresso Nacional aprove a reforma da Previdência preservando uma economia de R$ 1 trilhão, conforme deseja a equipe econômica.

"Sou otimista, acredito que o Congresso votará conosco para aprovar a reforma", disse o ministro. De acordo com ele, a opinião pública "está muito a favor de reforma da Previdência". 

Pesquisa divulgada pelo Datafolha nesta quarta-feira, 10, porém, indicou que 51% dos brasileiros são contra as mudanças propostas pelo governo. 

Para convencer a plateia, Guedes declarou que o Congresso "foi muito renovado e parlamentares entendem que o sistema deles colapsou". Ele pediu aos investidores para continuarem "olhando" para o Brasil. "É uma nova fronteira", definiu. 

Além disso, Guedes declarou que o governo está com pressa para mudar a economia, "mas não para ter reconhecimento”.

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