Marc Camargo/Agência Brasil
Marc Camargo/Agência Brasil

Guedes fala em 'aterrissar' em novo programa social com fim do auxílio emergencial

Segundo ministro, próximo passo do governo é investir em 'um programa de renda básica familiar sustentável'; pagamentos da nova rodada do auxílio vão de abril a julho

Idiana Tomazelli e Anne Warth, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2021 | 17h07

BRASÍLIA - O ministro da EconomiaPaulo Guedes, reafirmou nesta terça-feira, 6, a intenção do governo de “aterrissar” em um novo programa social após a nova rodada do auxílio emergencial - a previsão é os pagamentos sejam feitos de abril a julho. “Vamos aterrissar em uma ferramenta diferente, um programa de renda básica familiar sustentável”, disse em evento promovido pelo Itaú.

No ano passado, a equipe econômica tentou tirar do papel o Renda Brasil, como é chamada a reformulação do programa Bolsa Família. Para isso, mirou em revisões de despesas já existentes, como o abono salarial (espécie de 14º salário pago a trabalhadores com carteira que ganham até dois salários mínimos) e o seguro-defeso (pago a pescadores artesanais na época em que a prática é proibida).

O plano, no entanto, foi rejeitado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, que disse não querer “tirar de pobre para dar a paupérrimos”. A equipe econômica também cogitou congelar aposentadorias e mexer no seguro-desemprego, iniciativas que renderam uma ameaça de “cartão vermelho” ao secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

Após esses episódios, o plano do Renda Brasil ficou guardado nas gavetas da Economia. Desde a confirmação da nova rodada do auxílio emergencial, porém, a reformulação dos programas sociais voltou ao debate. Hoje, Guedes reconheceu que o Renda Brasil não foi politicamente aceito quando foi pensado em 2020, por causa das compensações necessárias, mas demonstrou confiança em resgatar o plano.

“Renovamos os programas (de auxílio), mas sempre com ideia de remover camadas gradualmente”, disse Guedes. Segundo ele, além do programa de renda básica, o governo planeja ajudar invisíveis com programas específicos, como a carteira verde amarela, que busca aumentar a empregabilidade reduzindo encargos pagos pelas empresas. “Queremos fazer inclusão produtiva de informações, que eles consigam emprego”, disse o ministro.

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