Christian Clavadetscher/ Fórum Econômico Mundial / Divulgação
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Guedes faz balanço de reformas a investidores em Davos

Segundo uma fonte do governo, a multinacional americana de entregas UPS sinalizou a intenção de participar do processo de privatização dos Correios

Célia Froufe, enviada especial, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 21h00

DAVOS - Em encontro nesta quarta, 22, com investidores estrangeiros que participam do Fórum Econômico Mundial, em Davos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez uma apresentação das reformas em andamento no Brasil - com destaque para a mudança da Previdência - e disse que o governo fará novas reformas até o seu último dia. Segundo relato de participantes do encontro, que foi fechado para a imprensa, o discurso do ministro teria sido bem recebido pelos investidores. “Estão comprando o Brasil pelas razões corretas”, afirmou um deles. 

Guedes disse que, depois da aprovação das novas regras para a Previdência, ele espera também  progressos na aprovação das reformas tributária e administrativa - cujos textos ainda não foram apresentados ao Congresso - e ainda na votação da PEC que pretende criar um novo pacto federativo no País.

Segundo participantes do encontro, a busca por ativos produtivos deverá ser um trunfo do Brasil na atração de novos investimentos, já que os retornos de renda fixa deixaram de ser atrativos como já foram no passado - quando os juros eram altos no mundo e ainda maiores no País. Guedes voltou a prever crescimento de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano, acima dos 2,4% divulgados anteriormente pelo próprio Ministério da Economia.

Na edição do Fórum do ano passado, Guedes estava presente, mas o comando do encontro coube ao presidente Jair Bolsonaro, que fazia sua estreia internacional dias após tomar posse.

A  jornalistas, o ministro fez um balanço positivo dos encontros. “Foi um sucesso operacional, na avaliação deles (investidores), porque havia uma dúvida depois da eleição”, afirmou. Segundo Guedes, após a eleição de Bolsonaro, foi criada uma incerteza sobre o Brasil. Um ano depois, de acordo com ele, essas dúvidas teriam perdido força. “Estamos compartilhando o sucesso com o Congresso. Não estou dizendo que este é um trabalho do 'super-ministro'”, afirmou ele.

Privatização dos Correios

Segundo uma fonte do governo, a multinacional americana de entregas UPS sinalizou a intenção de participar do processo de privatização dos Correios. Guedes se encontrou hoje com presidente da UPS Internacional, Nando Casarone. Um dos interesses da companhia seria desenvolver a capacidade exportadora de pequenas e médias empresas. A privatização dos Correios está prevista para ocorrer em 2021. Segundo a mesma fonte, outras companhias, como a concorrente também americana FedEx, também já demonstraram interesse assim como as companhias aéreas Latam e Azul e a multinacional americana Amazon.

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