Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

Guedes nomeia apoiador de Bolsonaro para corregedoria da Receita Federal

João José Tafner é auditor fiscal desde 2007; área ganhou relevância por conta da investigação de 'rachadinha' no gabinete de Flávio Bolsonaro

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2022 | 13h58
Atualizado 01 de fevereiro de 2022 | 17h08

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, nomeou um simpatizante do presidente Jair Bolsonaro como novo corregedor da Receita Federal. O cargo estava vago desde julho do ano passado, e ganhou relevância depois de o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, ter acionado o órgão alegando que havia irregularidades na atuação de auditores que investigaram a acusação de “rachadinha” quando ele era deputado estadual no Rio. O caso foi arquivado.

A nomeação de João José Tafner foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. Auditor fiscal desde 2007, ele apoiou a campanha para deputado federal do também auditor fiscal Marcus Dantas. Em fotos nas redes sociais, Tafner aparece ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e de Dantas durante a campanha usando adesivos do então candidato e a camiseta da seleção brasileira, que se tornou uniforme dos apoiadores do presidente.

Segundo fontes da Receita Federal, Tafner é tido no órgão como bolsonarista. Além disso, a indicação chama a atenção porque Tafner não ocupava funções de liderança dentro do Fisco. De acordo com dados do Portal da Transparência, ele não tinha cargo gratificado, dado a chefes, desde 2014.

Apesar de ser simpatizante do governo, Tafner não foi a primeira escolha do clã Bolsonaro para o cargo. Segundo fontes, o presidente Bolsonaro chegou a convidar Dagoberto Lemos para o cargo, o que levou a reação dentro da Receita. O então secretário José Tostes tinha escolhido, com apoio de Guedes, Guilherme Bibiani. 

A reportagem procurou a Receita Federal, mas não obteve retorno até a publicação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.