Guedes Pinto e Rodrigues dirigem-se ao Planalto

O novo ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, saiu por volta das 16h30 desta segunda-feira do ministério com seu antecessor, Roberto Rodrigues. Eles deixaram juntos o prédio no carro oficial do ministro, em direção ao Palácio do Planalto. Guedes Pinto tomará posse do cargo às 17 horas. Antes da cerimônia, eles devem se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao deixar o ministério, Rodrigues não quis falar com a imprensa. Duas malas com pertences do ex-ministro foram carregadas até o automóvel. Guedes Pinto disse que não escolheu seu secretário-executivo. "Ainda estou resolvendo algumas questões. Mas será uma solução doméstica", afirmou. Se optar por promover um de seus secretários ao posto de secretário-executivo, Guedes Pinto terá cinco opções. São elas: o secretário de Defesa Agropecuária, Gabriel Alves Maciel; o secretário de Política Agrícola, Ivan Wedekin; o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Márcio Portocarrero; o secretário de Produção e Agroenergia, Linneu da Costa Lima; ou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto.Existe, ainda, a possibilidade de Guedes Pinto convocar um dos dirigentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), como o atual presidente, Jacinto Ferreira. Ou da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, cujo presidente é Silvio Crestana, para ocupar o segundo posto na hierarquia do ministério.Lideranças É grande a movimentação de lideranças do agronegócio no Ministério da Agricultura. Entre essas lideranças, está o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli; e o superintendente da Agricultura do Rio Grande do Sul, Francisco Signor, entre outros.De maneira reservada, uma dessas lideranças disse que Rodrigues teria afirmado nesta segunda pela manhã, em reuniões de gabinete, que não sentirá falta dos tempos em que ocupou a cadeira de ministro. Rodrigues teria explicado que, segundo esse interlocutor, que ele (Rodrigues) fez tudo o que era possível durante o período em que esteve à frente do ministério. Por isso, não haveria espaço para saudades. "A saudade só existe quando fica uma brecha", teria dito o ex-ministro. Nessas reuniões, o ex-ministro não deu mais detalhes sobre os motivos que o levaram a deixar a Pasta.

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