Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Guedes pode comparecer à Comissão Especial já nesta quarta-feira

Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo, o ministro da Economia pode participar de audiência na sessão do dia 8; governo identificou 36 deputados que votariam a favor da reforma, mas com ajustes

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2019 | 17h34

BRASÍLIA - O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pode participar de uma audiência pública na Comissão Especial da reforma da Previdência já nesta quarta-feira, dia 8.

O relator da proposta no colegiado, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), disse que a participação do chefe da equipe econômica ainda é incerta, mas ele afirmou que alguém do governo participará do primeiro evento, que será nesta quarta-feira.

Os dois deputados se reuniram nesta tarde no gabinete do líder para tratar sobre a reforma. Eles falaram que se tratou de uma reunião institucional. "Foi um primeiro contato e foi produtivo", disse Vitor Hugo. Ele afirmou que o governo quer aprovar a Previdência o quanto antes, mas não quer fazer nada com atropelos.

O líder demonstrou preocupação sobre um acordo de procedimentos na Comissão Especial e afirmou que a "oposição ultrapassou um pouco os limites na CCJ". O deputado do PSL não quis falar sobre prazos e disse que o interesse do governo é que a votação aconteça na comissão quando se houver consenso sobre o texto.

A liderança fez um levantamento informal e identificou que há 36 deputados que poderiam votar a favor da reforma, mas com alguns ajustes. Moreira disse que ouvir o líder do governo é muito importante e que "desidratação é preocupação do Brasil inteiro". Moreira voltou a dizer que hoje a Previdência está quebrada. "Amanhã, vamos apresentar nosso plano de trabalho na reunião da Comissão Especial." 

Moreira ressaltou que quer conversar com todos para concluir o relatório - governo, oposição e demais deputados. Ele admitiu que percebe que há indicação quase que unânime sobre a retirada do BPC e da aposentadoria rural do texto, mas que ainda não se decidiu sobre isso.

"Precisamos garantir uma boa meta fiscal. Se não resolvermos a Previdência, estaremos fadados ao fracasso", disse. "Não há garantia de direitos sem orçamento. Falar em direitos sem orçamento é conversa fiada."

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