José Cruz/Agência Brasil - 3/7/2019
José Cruz/Agência Brasil - 3/7/2019

Guedes diz que primeira meta de novo presidente do BNDES é devolver dinheiro para a União

Gustavo Montezano, que tomou posse nesta terça-feira, já havia indicado que pretende concluir a devolução de R$ 126 bilhões ao Tesouro ainda este ano

Fabrício de Castro e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2019 | 13h06

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na manhã desta terça-feira, 16, durante evento no Palácio do Planalto, que a primeira meta do novo presidente do BNDES, Gustavo Montezano, será "devolver dinheiro para a União". Pouco antes, Montezano já havia indicado que sua meta é concluir a devolução de recursos de R$ 126 bilhões ao Tesouro, ainda este ano. 

Guedes afirmou ainda que o BNDES vai trabalhar para acelerar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e a infraestrutura brasileira. "Montezano passou 6 meses com o Salim (Mattar, secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia) fazendo programa de privatizações", pontuou Guedes. "Nós vamos acelerar as privatizações com o Salim Mattar", acrescentou. 

Segundo o ministro, outro trabalho do BNDES será atacar o problema do saneamento básico no Brasil. "Há 40 mil crianças que morrem no Brasil por falta de saneamento", pontuou. "A média de vida do Nordeste é mais baixa por conta de mortalidade infantil, porque falta saneamento."  

Guedes disse ainda, ao tratar da atuação do BNDES na área de crédito, que o dinheiro "tem que ser baixo para todo mundo e não para alguns brasileiros". Durante sua fala, ele lembrou que, durante anos, o BNDES ofertou juros mais baixos a segmentos específicos da economia, em detrimento do restante da população.

"O projeto nosso é desestatizar o mercado de crédito brasileiro", afirmou. "Há uma série de imperfeições que jogam o juro para a lua. As empresas vivem um flagelo."

O ministro da economia contou que, há algumas décadas, costumava chamar o BNDES de "Recreio dos Bandeirantes", em referência a uma área famosa da cidade do Rio de Janeiro. Isso porque, conforme Guedes, "os empresários paulistas ficavam no Rio, na praia, e tomavam dinheiro barato no BNDES". "Essa mania de campeões nacionais é antiga."  

De acordo com o ministro da Economia, o novo presidente do BNDES vai desalavancar o banco de fomento e mandar recursos para a União. 

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