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Guedes vai reforçar assessoria especial de olho em articulação de agenda pós-pandemia

Jeferson Bittencourt passará a integrar a Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, órgão o responsável por auxiliar Guedes na ponte com o Congresso Nacional

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2020 | 17h34

BRASÍLIA – Após a confirmação de mudança no comando do Tesouro Nacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai promover uma troca em outros cargos da pasta para reforçar o time de sua assessoria especial num momento em que a equipe econômica começa a articulação da agenda pós-pandemia.

Exonerado do cargo de secretário especial adjunto de Fazenda do Ministério da Economia, Jeferson Bittencourt passará a integrar a Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O órgão é o responsável por auxiliar Guedes na ponte com o Congresso Nacional e tem atuação decisiva nas negociações das votações no Legislativo.

A exoneração de Bittencourt foi publicada na segunda-feira, 15, no Diário Oficial da União (DOU), retroativa a 20 de maio. A formalização vem depois da confirmação de Bruno Funchal como futuro secretário do Tesouro Nacional, posto hoje ocupado por Mansueto Almeida, mas segundo apurou a reportagem a mudança já vinha sendo tratada antes disso.

A saída de Bittencourt da Secretaria Adjunta estava sendo vista com preocupação por agentes do mercado financeiro, que temiam uma sinalização de enfraquecimento do grupo mais rigoroso com o ajuste fiscal e que diz “não” a medidas de aumento de gastos. Segundo auxiliares do ministro Paulo Guedes, a mudança vai justamente na direção oposta, de ajudar a equipe a conter iniciativas que possam comprometer as contas públicas.

De acordo com uma fonte ouvida pela reportagem, Bittencourt vai para o gabinete “ajudar o ministro a dizer não”. A avaliação é de que o reforço no time de articulação com o Congresso fortalece o entendimento da importância do ajuste.

Num momento de fragilidade das contas – a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado prevê rombo de R$ 912,4 bilhões este ano e sucessão de déficits pelos próximos 12 anos –, a equipe do ministro Paulo Guedes entende que “mais do que nunca” é importante trabalhar numa agenda de retomada sem abrir brechas para “bombas fiscais”.

O próprio ministro partiu para uma reaproximação com as lideranças do Centrão, cujos partidos agora dão sustentação política ao presidente Jair Bolsonaro. O objetivo é desarmar eventuais bombas fiscais e angariar apoio para a retomada da agenda de reformas. Em conversas políticas, Guedes tem trabalhado para tentar “aproximar” os líderes da visão da área econômica. O ministro já se encontrou com caciques do PP e hoje vai receber os líderes na Câmara do MDB, Baleia Rossi, e do PL, Wellington Roberto.

Bittencourt foi um dos técnicos envolvidos na elaboração do Pacto Federativo e trabalhou pela inclusão da cláusula de “equilíbrio fiscal geracional” na elaboração de políticas sociais.A chefia da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia é exercida por Esteves Colnago, que foi ministro do Planejamento do governo Michel Temer, trabalhou na elaboração das medidas de governança fiscal e tem a confiança de Guedes.

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