Guedes volta a defender mudanças no modelo de política agrícola

O ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, voltou a defender nesta quarta-feira a mudança do atual modelo brasileiro de política agrícola. "Não tem mais sentido continuar correndo atrás da crise, dos prejuízos. É impossível administrar o setor assim", afirmou. A idéia do ministro é que os produtores façam proteção de preços por meio de opções de compra e de contratos futuros. Ele também defende a ampliação do seguro rural, mecanismo que garantiria renda ao produtor mesmo em caso de perda de safra por problemas climáticos. Para ele, o atual modelo está "esgotado". "Devemos ampliar extraordinariamente o seguro agrícola, trabalhar mais com o mercado de futuro, diversificar as fontes de financiamento da atividade rural e melhorar os contratos entre os produtores e os setores com os quais eles se relacionam", afirmou. O ministro acrescentou que o governo deve gastar entre R$ 4 e R$ 5 bilhões para apoio direto à comercialização, renegociação de dívidas rurais, equalização de taxas de juros e despesas da Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) neste ano. "Só para soja destinamos R$ 1 bilhão", completou. Ele reuniu-se com integrantes da Câmara Temática de Infra-Estrutura e Logística do Agronegócio na manhã desta quarta. O encerramento da reunião está previsto para as 17h. Nessa reunião, ele destacou a importância de investir mais em infra-estrutura e logística, para reduzir os custos do setor agrícola. "É preciso resolver os problemas de infra-estrutura e logística", disse. Uma das atribuições da câmara temática é elaborar o Plano Nacional de Logística de Transporte, com ênfase no escoamento da safra de grãos e da produção de outros segmentos do agronegócio, como o de produção de carnes e da fruticultura.

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