Guerra ao aumento de combustíveis

O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, está se valendo da BR Distribuidora, braço da Petrobras no comércio de combustíveis, para forçar a queda do preço da gasolina e do álcool. Nos postos da BR, no Distrito Federal, o preço do produto teve redução de 2,45% neste fim de semana, passando de R$ 1,63 para R$ 1,59.A ação da distribuidora estatal surtiu efeito. Ontem os postos de outras companhias, como Esso, Shell, Texaco e Ipiranga, também reduziram os preços da gasolina em R$ 0,04. Para assegurar uma redução de preços em todo o País, o ministro reunirá, amanhã, empresários dos setores de distribuição e revenda de derivados de petróleo e álcool. O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, mostrou a disposição de desapropriar o estoque de álcool em poder de grupos privados. O ministro tem uma conversa programada para hoje, às 17h, em Brasília, com os empresários do setor sucroalcooleiro. Fechando o cerco aos preços abusivosSem divulgar os mecanismos, o ministro disse que não pode admitir que um posto ganhe R$ 0,30 por litro de gasolina vendido. Segundo ele, o preço ideal - inclusive com o lucro da revenda -, no Distrito Federal, seria de R$ 1,50 por litro de gasolina e os postos poderiam reduzir os preços em 8%.Este exemplo vale também para as cidades que estão com os combustíveis sendo comercializados a R$ 1,63. A BR Distribuidora está entregando o litro da gasolina a R$ 1,32. Com os valores praticados em Brasília, os donos de revendas estão obtendo lucro de 23,48%. Na avaliação do ministro, o correto seria um ganho entre R$ 0,15 e R$ 0,18 por litro. Segundo Tourinho, a BR Distribuidora Tourinho está agindo contra os cartéis de postos de Brasília, Florianópolis, Salvador, Recife e Porto Seguro.

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