Guerra comercial apimenta disputa eleitoral americana

O governo dos Estados Unidos abriu uma controvérsia na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios da China a suas indústrias automotiva e de autopeças sem se preocupar em vê-la tachada como medida eleitoral. A disputa favorece a classe trabalhadora indecisa em dois Estados-chave na eleição de novembro - Ohio e Wisconsin - e foi anunciada no dia em que o presidente dos EUA e candidato à reeleição, Barack Obama, fazia comícios em Cincinnati, capital de Ohio.

WASHINGTON , O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h09

A iniciativa desencadeou ataques entre Obama e seu rival republicano, Mitt Romney. A cerca de 4.500 pessoas no Eden Park, em Cincinnati, Obama disse ter aberto e vencido, em seu primeiro mandato, mais disputas contra a China na OMC do que as duas gestões do republicano George W. Bush, seu antecessor. O presidente americano fazia ontem sua 12.ª visita a Ohio desde o início deste ano, quando já estava em campanha eleitoral.

"Você não pode se confrontar com a China se você enviou nossos empregos para lá", afirmou Obama, retomando sua acusação a Romney por ter concordado, quando comandou a companhia de reengenharia empresarial Bain Capital, com a transferência de unidades industriais para a China. "Não precisamos de gente que, durante o período de eleição, de repente, passa a se preocupar com as práticas comerciais, mas antes levava vantagens com as práticas injustas de comércio. Não vaiem (as atitudes de Romney). Votem."

Romney acusou Obama de ter ignorado a China por longo tempo e prometeu ajudar as empresas americanas a competir melhor, caso seja eleito. A controvérsia na OMC, insistiu ele por meio de comunicado, é apenas "um caso comercial para a campanha eleitoral". / D. C. M.

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