Jason Lee / Reuters
Jason Lee / Reuters

Guerra comercial faz empresas americanas reconsiderarem presença na China, diz pesquisa

De acordo com sondagem da Câmara de Comércio Americana na China, 75% dos 250 entrevistados disseram que o aumento das tarifas de importação têm ‘impacto negativo’ em seus negócios

AFP

22 de maio de 2019 | 06h42

PEQUIM - Muitas empresas americanas presentes na China sofrem os efeitos das tarifas de importação da guerra comercial entre Washington e Pequim, o que deve forçá-las a deixar o país ou reorientar seus negócios, segundo pesquisa da Câmara de Comércio Americana na China e sua organização associada em Xangai divulgada nesta quarta-feira, 22.

De acordo com a sondagem, 75% dos 250 entrevistados disseram que o aumento das tarifas de importação tem "impacto negativo" em seus negócios porque reduziram a demanda, uma consequência do aumento dos custos de produção e dos preços.

Quase metade dos entrevistados citaram experiências com medidas de represália não tarifárias na China desde 2018. Um em cada cinco mencionou o aumento nas inspeções e um índice similar cita a desaceleração nos procedimentos da alfândega.

Além disso, 14% reclamam de outras complicações derivadas do aumento da supervisão burocrática e do rigor com a regulamentação.

As duas maiores economias do mundo já aplicaram de forma recíproca tarifas sobre produtos no valor de US$ 360 bilhões.

A pesquisa, realizada entre os dias 16 e 20 de maio, mostra que 35% das empresas pensam em adotar uma estratégia "na China e para a China", com fornecimento dentro do país e concentração no mercado interno.

Mais de 40%, no entanto, afirmaram considerar transferir os centros de produção para outro país, como México ou sudeste asiático. Menos de 6% citaram uma mudança para os Estados Unidos ou consideram a ideia, o que mina as esperanças do presidente Donald Trump de que as empresas americanas atualmente na China voltem a produzir em seu país.

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