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Guerra da celulose: fábrica demite operários

Uma das duas protagonistas da "Guerra da Celulose" que confronta a Argentina e o Uruguai, a empresa espanhola Ence, comunicou a seus trabalhadores que despedirá 40 dos 60 funcionários que realizam obras na cidade uruguaia de Fray Bentos. Segundo os representantes sindicais, a empresa alegou que as demissões eram necessárias por causa das incertezas que pairavam sobre a construção da megafábrica de celulose.As incertezas são causadas pela ferrenha oposição do governo do presidente argentino, Néstor Kirchner, à construção de duas fábricas de celulose (a finlandesa Botnia está quase concluindo as obras, enquanto que a Ence havia começado suas obras de terraplenagem) em Fray Bentos, sobre o rio Uruguai, que divide os dois países.Kirchner já recorreu à Corte Internacional de Haia e até ao Banco Mundial para impedir as obras, alegando que as fábricas causarão uma catástrofe ambiental e econômica. Embora tenha perdido o processo na Haia, Kirchner poderia, nos próximos dias, ter sucesso em conseguir do Banco Mundial a decisão de suspender créditos para as fábricas de celulose.Além das pressões de Kirchner, o Uruguai enfrenta a dura oposição dos habitantes argentinos da fronteira, especialmente da cidade de Gualeguaychú. Eles prometem realizar novos piquetes nas pontes que ligam os dois países, de forma a impedir a passagem de mercadorias e turistas. No verão passado, os manifestantes bloquearam duas das três pontes entre o Uruguai e a Argentina, causando mais de US$ 400 milhões de prejuízos à economia uruguaia.As demissões da Ence, segundo os analistas, indica que a empresa teria considerado que seu investimento no Uruguai era demasiado arriscado. Desta forma, uma eventual partida da empresa consistirá em um trunfo para o governo Kirchner, de olho na reeleição no ano que vem. Os investimentos da Ence e da Botnia representam US$ 1,8 bilhão, o equivalente a 13% do PIB uruguaio.

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