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Guerra de maquininhas tira R$ 13 bi do setor na bolsa

Valor é mais da metade da avaliação de mercado da líder do setor, a Cielo

Coluna do Broadcast, O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2019 | 05h00

O acirramento no já concorrido mercado de maquininhas após o contra-ataque da Rede tirou R$ 13 bilhões do valor de mercado das empresas do setor com ações em bolsa no Brasil e nos Estados Unidos nesta quinta-feira, dia 17. É mais da metade do valor da líder Cielo. O tsunami veio com o anúncio da Rede, controlada pelo Itaú Unibanco, de isenção de taxa no serviço de antecipação de recebíveis. A mais atingida foi a novata Stone, cujas ações despencaram 23,43% em Nova York, diminuindo em quase R$ 9 bilhões o valor de mercado da empresa listada na Nasdaq. Na sequência das maiores perdas ficaram PagSeguro, do UOL, com R$ 3,511 bilhões também nos EUA; Linx, com R$ 431,3 milhões; e Cielo, controlada pelo Bradesco e Banco do Brasil, com R$ 194,3 milhões.

Piada. O fato de a maior agressividade da Rede ter ido parar no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) causou estranheza no setor de cartões. Executivos classificaram o movimento do Cade como “contraditório”, uma vez que o órgão antitruste sempre defendeu redução de preços e maior competitividade no segmento. Um dirigente do setor, porém, admitiu que é obrigação do Conselho entender melhor a iniciativa da Rede.

Febre. Enquanto isso, o Safra fez uma nova ofensiva no mercado de maquininhas. O banco decidiu zerar a cobrança nas transações com cartão de crédito à vista e parcelado para empreendedores que faturam até R$ 50 mil por mês. A isenção é por tempo indeterminado. O terminal, batizado de SafraPay, também sai ‘na faixa’ para quem faturar acima de R$ 3 mil por mês.

Não para não. A ‘guerra das maquininhas’ não deve ter fim tão cedo. Outros nomes além de Rede, Safra e GetNet, que acirraram a briga nas últimas duas semanas, se movimentam para manter a temperatura do segmento elevada.

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