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Guerra entre EUA e Iraque causará recessão mundial, diz entidade

O eventual ataque dos Estados Unidos ao Iraque, caso Saddam Hussein não aprove a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, estabelecendo a volta dos inspetores de armas a Bagdá, deve impactar violentamente a economia mundial. "O ataque trará repercussões ruins para a economia norte-americana e, consequentemente, para o mundo, principalmente se o conflito se estender demais", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Antônio Corrêa de Lacerda.O fluxo de capitais, que já não anda bem, seria mais prejudicado, sem contar com o impacto no preço do petróleo, na opinião do presidente da Sobeet. "Sem o efeito Iraque, os investimentos estrangeiros diretos (IED, siga em inglês) no mundo em 2003 podem crescer entre 5% e 10%, já que há espaço para isso. Mas esse desempenho dependerá das conseqüências desse novo conflito no Oriente Médio", afirma.De acordo com estimativas da Sobeet, o IED no mundo este ano deve fechar com uma queda de 25%, depois de ter caído 50% em 2001. Dos US$ 1,5 trilhão registrados em 2000, por exemplo, o IED deve despencar para cerca de US$ 550 bilhões este ano.Lacerda afirma que o comércio mundial (exportações mais importações) este ano deve mostrar um crescimento de 1%, resultado melhor do que a retração de 1,5% em 2001, mas ainda longe da expansão de 12% em 2000. "O cenário internacional mudou muito em 2001, depois da forte expansão da economia dos EUA e do fluxo de investimentos crescentes na década de 90", diz.Segundo Lacerda, a partir de 2001 houve uma reversão desse quadro, principalmente pelo desaquecimento da economia dos EUA, do estouro da bolha das empresas de internet, dos ataques terroristas de 11 de setembro e do escândalo das fraudes de várias companhias norte-americanas. "Tudo isso gerou a crise de confiança dos investidores, com conseqüências no fluxo de capitais", afirma o executivo.O presidente da Sobeet acredita que se o cenário de "guerra" não se confirmar, o Brasil poderá ampliar as exportações para acima de US$ 13 bilhões em 2003. Apesar disso, o fluxo de investimentos diretos deverá continuar abaixo dos US$ 33,5 bilhões registrados em 2000 e dos US$ 23 bilhões, em 2001. Para este ano, Lacerda acredita que o IED deverá ficar em torno de US$ 17 bilhões. "O clima para investimento produtivo ainda não foi afetado pela neurose do mercado. Mas certamente o será se o quadro internacional piorar com a guerra", afirma Lacerda.

Agencia Estado,

11 de novembro de 2002 | 15h50

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