Guerra não deve afetar negócios da Vale, diz Agnelli

O presidente da Vale do Rio Doce Roger Agnelli avalia que a possível guerra entre os Estados Unidos e o Iraque não afetará os negócios da companhia no curto prazo. Segundo ele, a demanda por minério de ferro está muito forte para os próximos meses principalmente por conta das encomendas provenientes da China, que vem puxando o crescimento da economia global. "No curto prazo não vejo que a guerra possa afetar a demanda de ferro", disse. Agnelli ressaltou contudo que se a eventual guerra for muito longa, com duração acima de seis meses, aí sim poderia mudar o cenário ainda assim apenas para o ano que vem. CopomRoger Agnelli disse que a taxa de juros já é alta no País, e que aumentá-la, em tese, é sempre ruim. Mas avaliou que, caso o comitê de política monetária (Copom) se decida pela elevação dos juros, como esperado pelo mercado, será preciso entender. "Não defendo o aumento da taxa de juros, mas se ocorrer acho que todos nós temos de compreender. É uma situação que é preciso ter cautela" disse Agnelli. Segundo ele, o Banco Central dispõe de todos os instrumentos para analisar o cenário econômico e tomar sua decisão. O executivo participou no Rio de Janeiro do seminário Cenários da Economia Brasileira e Mundial para 2003.

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