Nick Oxford/Reuters - 23/3/2020
Nick Oxford/Reuters - 23/3/2020

Há riscos para setor aéreo no curto-prazo com guerra, avalia entidade

Associação Internacional de Transporte Aéreo diz que os pontos sensíveis incluem a extensão geográfica do conflito, a gravidade e período de tempo das sanções e/ou fechamento de espaço aéreo.

Alda do Amaral Rocha, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2022 | 14h53

A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) avalia que é improvável que o conflito entre Rússia e Ucrânia afete o crescimento no longo prazo do transporte aéreo no mundo. Em relatório divulgado hoje, a entidade afirma que “é muito cedo para estimar quais serão as consequências de curto prazo para a aviação”, mas diz que é “claro que existem riscos”, principalmente nos mercados expostos ao conflito.

 Segundo a Iata, os pontos sensíveis incluem a extensão geográfica do conflito, a gravidade e período de tempo das sanções e/ou fechamento de espaço aéreo. Esses impactos seriam sentidos mais severamente na Rússia, Ucrânia e áreas vizinhas. Antes do Covid-19, a Rússia era o 11º maior mercado para os serviços transporte aéreo em número de passageiros, incluindo seu mercado doméstico. A Ucrânia estava em 48º lugar nesse ranking.

 A entidade alerta que o impacto nos custos das companhias aéreas em decorrência da flutuações nos preços da energia ou da mudança de rota de voos para evitar o espaço aéreo russo pode ter implicações mais amplas. Além disso, o relatório observa que a confiança do consumidor e a atividade econômica provavelmente serão afetadas mesmo fora do Leste Europeu.

 No mesmo relatório a Iata afirma esperar que o número total de viajantes chegue a 4 bilhões em 2024 (considerando as viagens de conexão multissetoriais como um passageiro), superando os níveis pré-Covid-19 (103% do total de 2019).

 Segundo a Iata, as expectativas para a forma da recuperação de curto prazo mudaram ligeiramente, refletindo a evolução das restrições de viagem impostas por governos em alguns mercados. O quadro geral apresentado na última atualização da previsão de longo prazo da IATA, no entanto, permanece inalterado em relação ao divulgado em novembro, antes da variante ômicron.

A entidade destaca entre as previsões atualizadas de longo prazo que em 2021 o número geral de viajantes representou 47% dos níveis de 2019. A expectativa é que esse número alcance 83% em 2022, 94% em 2023, 103% em 2024 e 111% em 2025. Ainda de acordo com a Iata, o número de viajantes internacionais em 2021 correspondeu a 27% dos níveis de 2019 e a expectativa é que alcance 69% em 2022, 82% em 2023, 92% em 2024 e 101% em 2025.

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