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Guiné aprova retirada de licenças da Vale e BSGR

O governo da Guiné aprovou as conclusões de uma comissão governamental criada para investigar acordos de mineração do país, que na semana passada recomendou que a Vale e a BSG Resources Ltd. sejam despojadas de suas licenças para o projeto de minério de ferro Simandou, afirmaram duas pessoas com conhecimento do assunto. Um decreto presidencial revogando as licenças das duas companhias deverá ser anunciado em breve, segundo as fontes.

Agencia Estado

18 de abril de 2014 | 09h49

A decisão unânime do Gabinete foi tomada um pouco mais de uma semana depois da publicação de um relatório do governo há muito aguardado sobre como a BSG Resources obteve as licenças de um dos prêmios mais cobiçados do mundo da mineração, uma concessão de cerca de 600 quilômetros quadrados de minério de ferro nas montanhas de Simandou.

Em seu relatório final, o comitê - formado por burocratas do governo da Guiné - disse que encontrou "evidências precisas e coerentes" de que a BSG Resources obteve as licenças para a área por meio de corrupção, de acordo com uma cópia do relatório visto pelo The Wall Street Journal. Após obter os direitos em 2003, a companhia vendeu uma participação de 51% no projeto à mineradora Vale por US$ 2,5 bilhões em 2010.

A BSG Resources negou veemente qualquer irregularidade e acusou o presidente da Guiné, Alpha Condé, de tentar expropriar a empresa por meio de furto. Ele disse que pretende contestar as conclusões do relatório em uma arbitragem internacional.

"A BSG Resources obteve os direitos de mineração legalmente e montará um vigoroso esforço para derrubar essa decisão, que é tão previsível quanto ilegal", afirmou um porta-voz ao The Wall Street Journal. A Vale também negou consistentemente qualquer irregularidade e disse que as alegações de impropriedade datam de ante de seus investimentos no país.

O comitê também recomendou que BSG Resources, o braço de mineração do conglomerado da família do magnata israelense Beny Steinmetz, seja impedido de participar de qualquer oferta das licenças. No entanto, o comitê não recomendou que a Vale seja excluída. Fonte: Dow Jones Newswires.

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