Gustavo Loyola prevê crédito mais fácil para o País

O governo brasileiro e as empresas aqui sediadas deverão ter mais facilidades de acesso ao crédito internacional, após a elevação da classificação de risco promovida pela agência americana Standard & Poor´s. Esta previsão foi feita pelo ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola ao "Jornal da Globo". "Haverá um aumento de oferta de recursos para o País, não apenas para títulos públicos do Tesouro mas para títulos de empresas brasileiras também", salientou o economista. A agência elevou o risco soberano de longo prazo do Brasil, em moeda estrangeira, de BB- para BB, a dois degraus de ser considerado um investimento seguro. "Quanto melhor a nota, maior o volume de recursos que pode ir para um país, ou para as suas empresas", explicou.Grau de investimentoPara que o País atinja o status de grau de investimento ainda faltam alguns passos, na opinião do economista Antonio Corrêa de Lacerda. "Nós precisamos consolidar o ajuste das contas externas e precisamos também baixar substancialmente as taxas de juros domésticas, para que a nossa relação dívida pública/PIB caia abaixo do nível atual", afirmou o economista,também durante entrevista ao Jornal da Globo. Para Corrêa de Lacerda, o próximo movimento do Brasil para melhorar a própria classificação deve vir do setor fiscal. "Nós precisamos reduzir o montante da dívida pública em relação ao PIB, além de conseguir prazos maiores", propôs o economista.

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