GVT investirá R$ 1,73 bilhão no Brasil em 2011

Recursos vão bancar a entrada da companhia no mercado paulistano e estreia no segmento de TV por assinatura

Glauber Gonçalves, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2011 | 00h00

A GVT anunciou ontem investimentos de R$ 1,73 bilhão no Brasil este ano. Além da expansão da rede da operadora de telefonia e internet, que inclui a previsão de desembarque no mercado paulistano, o plano prevê ainda a entrada da empresa no segmento de televisão por assinatura.

A estratégia será a mesma adotada em banda larga: a GVT quer levar o serviço aos consumidores por um preço mais baixo que o dos concorrentes. A informação foi dada pelo presidente da GVT, Amos Genish, durante o anúncio do início da operação comercial da empresa no Rio. O executivo afirmou que o valor reservado para investir no País este ano ainda pode ser revisto para cima. "Claro que temos apetite para investir mais que esse número. Ao longo do ano, podemos aumentar esse valor", declarou o executivo.

A maior parte dos recursos deve ser aplicada na ampliação da rede da companhia. Depois de entrada no segmento residencial e comercial do Rio, a empresa prepara para o segundo semestre a chegada ao mercado paulistano. Nas duas capitais, a empresa já atua atendendo clientes corporativos. Embora otimista, Genish revela que o andamento dos planos em São Paulo depende de acertos com o poder público.

"Ainda não recebemos licenças da prefeitura para realizar grandes obras na cidade. São muitos quilômetros subterrâneos", disse, ao explicar a complexidade da operação. O investimento inicial para a entrada no segmento residencial da capital paulista é de R$ 400 milhões. Até 2013, a companhia prevê R$ 2 bilhões apenas para a cidade.

Já a operação de televisão por assinatura deve ter início em julho. A principal pendência é a chegada de um satélite contratado da Intelsat, que estava atendendo outros países. "No Brasil, não existe satélite. Estamos trazendo um que estava na África", conta o vice-presidente executivo da operadora, Alcides Troller.

Integração. O produto vai associar televisão e internet numa plataforma de entretenimento que interconectará televisão, computadores e dispositivos móveis, permitindo que o conteúdo seja compartilhado entre os aparelhos. Uma vez que o serviço está fortemente associado a conteúdo online, será oferecido inicialmente apenas nas localidades em que a GVT já opera com banda larga e telefonia.

A avaliação da empresa é de que há espaço para uma redução dos patamares dos preços de televisão paga no Brasil. "Falta competição e oferta hoje no País", afirmou o presidente da companhia. "Queremos que a televisão por assinatura deixe de ser item de luxo e passe a ser algo básico para as casas", comentou. Ele acrescentou que o Brasil tem o menor índice de penetração desse serviço na América Latina - apenas 14%.

Em 2011, a empresa também vai apostar na oferta de hospedagem de dados para empresas. Este ano estão previstos data centers em São Paulo, Curitiba e Rio. "Os clientes corporativos hoje querem o serviço de data center integrado ao de telefonia, e nós temos o conhecimento para entrar nessa área", disse Genish.

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