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Há boas perspectivas de crescimento mais vigoroso da economia, diz Mantega

Um dia após projetar o PIB de 2,3% em 2014, ministro da Fazenda volta a falar de crescimento ao afirmar que a crise iniciada em 2008 se enfraqueceu 

Laís Alegretti, Nivaldo Souza e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

29 de abril de 2014 | 10h48

BRASÍLIA - Um dia após afirmar que o PIB do Brasil deve subir 2,3% neste ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que as perspectivas para a economia brasileira retomar o crescimento de forma mais vigorosa são positivas. Segundo ele, isso ocorre em função do enfraquecimento da crise iniciada em 2008. O ministro avalia que a crise arrefeceu.

"Temos boas perspectivas de retomar um crescimento mais vigoroso na economia brasileira. A razão disto é que a crise internacional que afetou todos os países nos últimos cinco anos está terminando, ela está arrefecendo e abrindo um novo ciclo de expansão para a economia mundial", afirmou Mantega durante seminário econômico na Câmara dos Deputados.

O ministro participa do seminário "Brasil Novo - Discussões para a construção de uma agenda positiva no Congresso Nacional", realizado em conjunto pelas Comissões de Finanças e Tributação; de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ); de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e do Código Comercial (PL 1572/11) da Câmara.

O ministro afirmou que ano passado foi de fraco desempenho da economia para todos os países, mas sinalizou que recuperação agora será mais acelerada. Parte da recuperação será puxada pela perspectiva de crescimento dos EUA, que na avaliação de Mantega teve desempenho apenas razoável em 2013 (1,9%). "Os EUA dão sinais de que estão saindo com mais vigor dessa crise, podem crescer este ano de 2,8% a 3%. Por outro lado, a UE está caminhando", afirmou.

BRICS. Mantega disse que no final do ano passado havia uma "tese dos cinco frágeis" sobre os BRICS, na qual a previsão era de que os países do bloco emergente não se recuperaria da crise. Segundo ele, esse foi o tom do Fórum Econômico e Social de Davos, na Suíça. "Essa tese era equivocada e foi desmentida pela valorização do câmbios nesses países a partir de fevereiro", disse.

A melhora a partir de fevereiro ocorreu depois que os Estados Unidos diminuíram estímulos para economia, o que fortaleceu as moedas dos BRICS. O real, de acordo com o ministro, se valorizou 8% nos últimos três meses. "Felizmente, a partir de fevereiro essa perspectiva melhorou. Voltou a ter uma certa calmaria nos mercados e o fluxo de investimentos voltou para os países emergentes", afirmou.

Turbulências. O ministro defendeu que o Brasil é um País "sólido e bem preparado" para enfrentar turbulências no cenário econômico. O ministro argumentou que a entrada de IED no Brasil mostra que o País tem atratividade para capitais externos. "São empresas que vêm investir no País, é capital de boa qualidade", disse. "Essas empresas que vêm para o Brasil são aquelas que confiam que o Brasil continuará crescendo, tendo mercado consumidor adequado e tem condições sólidas para enfrentar situações de stress na economia internacional."

O ministro lembrou que o IED se mantém em alguns anos no patamar de US$ 65 bilhões. "Continuamos com esse mesmo fluxo forte. São quatro anos consecutivos que estamos nesse patamar, que é um dos maiores do mundo", disse. Mantega acrescentou, ainda, que de janeiro a março continua ocorrendo fluxo forte de IED.

Reservas. Mantega disse que, com o volume de reservas internacionais que o Brasil tem hoje, é muito difícil que ocorra um ataque especulativo contra o País. "A reserva internacional é a força do Brasil para enfrentar turbulência quando temos período de crise", afirmou.

Mantega ainda defendeu que a dívida externa brasileira é muito pequena. Segundo ele, a dívida externa de curto prazo brasileira é uma das menores entre os países do G20: a parcela exigida no curto prazo representa pouco mais de 10% da dívida de US$ 230 bilhões. "O Brasil está em posição bastante confortável", concluiu.

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