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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

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Fábio Gallo
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Há como se defender dos falsos gurus?

Não há uma cartilha para distinguir o que é bom do que é ruim, mas é possível identificar alguns padrões

Fábio Gallo*, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2020 | 05h00

Investir com uma melhor relação risco e retorno é o que todos devem fazer. Isso significa ter conhecimento sobre investimentos para poder escolher entre as classes de ativos e, dentro de cada tipo, os títulos e outros valores mobiliários que mais são adequados dentro do planejamento financeiro de cada pessoa. 

Hoje em dia, as fontes para obtenção de conhecimento sobre finanças pessoais, e investimentos em particular, têm sido muito amplas. Temos autores, especialistas, livros, textos, vídeos, lives na internet, enfim um mundo de alternativas à disposição. Como é esperado, tem muita coisa boa e há uma grande parte que se presta a desinformar. 

Alguns “gurus” além de agredir a nossa inteligência, podem levar a perdas financeiras. Obviamente mesmo com as perdas por parte do investidor, os autores estão se beneficiando muito. Mas, na condição de leigo no assunto, como se proteger? Como distinguir o que é bom do que é ruim? 

Não há uma cartilha ou um radar que permita separar facilmente o que é bom do restante. Mesmo porque muito do material que está à disposição usa de estatísticas e meias verdades para construir uma história ruim, mas a revestindo com muita cor.

Para começar fuja de textos e vídeos que começarem com frases do tipo: “Há alguns dias divulguei para os meus assinantes uma ação que teve mais de 60% de ganhos em uma semana” ou “vou dizer uma ação (ou três) que vai dar 200% de retorno”. Vou chamar esse tipo de comportamento de “Betina”. Usualmente não é uma verdade efetiva e em alguns casos cópias ridículas de sites internacionais. 

Outras coisas para fugir de pronto, “especialistas” que falam de altos retornos e não mencionam risco, como também aqueles que soltam que título de capitalização é investimento. Tem até aquele que vende terapia financeira com especialistas que foram diplomados em cursos de 48 horas. A coleção é grande e não há como mencionar toda a gama de golpes no nosso bolso. Esses podem ser também chamados de “Golpistas”.

Para complicar muitos desses autores ou organizações são muito conhecidos. Então, como escolher? Evitando os comportamentos mencionados, mas principalmente privilegiando materiais de autores e fontes ligadas a entidades e pessoas que podem ser isentas por não terem ganhos diretamente na venda de produtos. Também quando não se dá respostas fáceis, investir sempre tem várias facetas e camadas. Um comportamento saudável é quando o especialista antes de dar respostas, buscar descobrir sobre o perfil do investidor, seus interesses, seus sonhos, assim seus objetivos de vida, em outros termos construí o comportamento do investidor e a seguir propõe um planejamento que permita a criação de uma carteira de investimentos. 

O mais importante: somente o conhecimento cria barreiras contra as possibilidade se tornar vítima de um desses gurus.

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