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Há concorrência livre entre Embraer e Bombardier, diz o Canadá

Apesar das queixas do governo brasileiro sobre a pressão do Canadá na concorrência para a venda de 21 jatos para a empresa polonesa Lot, o governo de Ottawa garante que se trata de uma "concorrência livre" entre a canadense Bombardier e brasileira Embraer, sem interferência do Canadá.O Brasil se queixa de que o Canadá teria feito pressão para evitar que a Lot comprasse aviões da Embraer, em uma operação que chegaria a US$ 500 milhões. Entre as queixas do governo brasileiro está a ameaça dos canadenses de que retirariam investimentos da Polônia caso a Lot preferisse os aviões brasileiros. "Obviamente que a embaixada do Canadá na Polônia está dando apoio à Bombardier, mas se trata de uma concorrência livre e está nas mãos da Lot decidir o que fazer", afirma a conselheira Golbie Schermann, da embaixada do Canadá em Brasília. Segundo ela, o apoio do governo é "limitado" e não é diferente do que ocorre com outros países.A reclamação do Brasil foi entregue ao governo do Canadá há cerca de dez dias e o ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, chegou a comentar o caso com a delegação canadense que esteve na reunião de Quito, há poucas semanas, para negociar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). "Até hoje não recebemos uma resposta dos canadenses", afirmou um representante da diplomacia brasileira. Questionada pela Agência Estado sobre o pedido de explicações dos brasileiros, Golbie Schermann afirmou que o Canadá está considerando as preocupações do Brasil. "Estamos conduzindo nossa própria avaliação sobre a situação", disse. Ela garante que representantes do governo contatariam os brasileiros para debater o assunto.Na Organização Mundial do Comércio (OMC), os árbitros adiaram o anúncio do valor da retaliação que o Brasil tem direito a aplicar contra os canadenses diante das vendas irregulares de jatos da Bombardier. A decisão era para ter sido anunciada hoje, mas supostamente por problemas de agenda, acabou ficando para meados de dezembro.O Brasil defende uma retaliação de US$ 3,36 bilhões, enquanto o Canadá defende um valor que no máximo chegaria a 10% do montante pedido pelo Itamaraty.

Agencia Estado,

22 de novembro de 2002 | 18h20

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