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Há consenso que é preciso choque de gestão, diz Bezerra

O líder do governo no Congresso, senador Fernando Bezerra (PTB-RN), afirmou que no jantar de ontem à noite, para discutir a proposta de déficit nominal zero, houve consenso de que é preciso um choque de gestão e a redução e melhoria nos gastos públicos. Segundo ele, a discussão no jantar foi basicamente de ordem política. "Nós iniciamos a discussão de um grande pacto nacional, que ocorre num momento delicado do País, porque a crise política é muito grave", disse Bezerra.Segundo o senador, à margem dessa crise, a oposição, os aliados, empresários e o governo estão tentando discutir medidas para o futuro. "Esta proposta vai ultrapassar este governo", disse Bezerra. Ele relatou que o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, se posicionou contra a proposta, por razões de ordem técnica, mas que a grande maioria entendeu que este é um grande processo político. Segundo Bezerra, o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, chamou Delfin Netto, autor da proposta, de "apóstolo da racionalidade". Mas que no seu entendimento, o deputado é uma pessoa de extrema sensibilidade política. "Acho que foi a abertura da discussão. Agora é preciso ver as conseqüências disso", afirmou Bezerra, acrescentando que Delfin deve aprofundar a sua proposta. "Em termos técnico e político ainda há muito pano para discutir. Mas acho que o momento é oportuno. A crise política vai se resolver de um jeito ou de outro. E a questão econômica é o que interessa à sociedade brasileira", concluiu.Déficit não pode ser imposição constitucional, diz MercadanteJá o líder do governo no Senado Federal, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), não escondeu seu desconforto com a proposta de déficit nominal zero. Segundo ele, a meta de déficit nominal zero não pode tornar-se uma "imposição constitucional", sob o risco de engessar o Estado. Pela proposta do deputado Delfim Netto (PP-SP), o plano de déficit zero seria viabilizado justamente por um projeto de emenda constitucional."Vamos abrir o diálogo, ouvir as propostas, mas com muito cuidado para não engessar o Estado. É positivo que possamos ter um déficit nominal zero, mas não como uma imposição constitucional. Pode ser um objetivo que a gente alcance, dependendo da conjuntura econômica", disse Mercadante.Para o líder, uma imposição constitucional reduziria a margem de manobra da política econômica. Na avaliação dele, especialmente nos momentos em que há queda de demanda, que compromete o crescimento e o investimento, o gasto público é instrumento importante. "O investimento público é muito importante para se contrapor às conjunturas recessivas", ponderou.

Agencia Estado,

06 de julho de 2005 | 12h50

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