Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

'Há falha de comunicação do governo na narrativa da reforma da Previdência', diz relator

Em entrevista à 'Rádio Eldorado', o deputado Samuel Moreira afirmou que audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão Especial conseguiu apaziguar os ânimos

Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 10h43

O deputado relator da proposta da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), disse nesta quinta-feira, 9, em entrevista à Rádio Eldorado, reconhecer que há falhas de comunicação por parte do governo na narrativa da reforma. Para ele, é preciso deixar claro que a reforma da Previdência é para a terceira idade e não para os mais jovens.

Há, de acordo com ele, muitas pessoas que se aposentaram aos 48 anos de idade e que ganham mais de R$ 30 mil por mês. "O presidente Jair Bolsonaro é uma dessas pessoas", disse o secretário, para quem essas injustiças precisam ser corrigidas.

Sobre a audiência pública na Comissão Especial realizada nesta quarta-feira, 8, Moreira disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, conseguiu apaziguar os ânimos. "A reunião foi muito boa", afirmou.

O deputado afirmou que gostaria que a seguridade social tivesse um orçamento à parte na reforma, para que o País volte a contar com uma robustez fiscal e possa corrigir as injustiças, uma vez que, de acordo com ele, o problema da Previdência é fiscal.

Sobre o cronograma de tramitação da proposta da reforma previdenciária na Câmara, Moreira disse que não há atraso e que a Comissão tem até 15 de junho para tratar do assunto. Ele reforçou sua convicção sobre a importância da reforma, mas ponderou que ela não será um fim por si só. 

O deputado evitou se comprometer com a possibilidade de a reforma levar a uma economia de R$ 1 trilhão, conforme tem defendido o ministro Paulo Guedes, e se limitou a dizer que se trata de uma "boa meta" e que a Comissão se esforçará para obter um resultado robusto.

Sobre resistência de algumas categorias à reforma, Moreira disse que defende a idade mínima, mas não é o principal. De acordo com ele, algumas categorias podem ser diferenciadas.

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