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Há fila de investidores para setor elétrico, diz Pinguelli

O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa disse que "esta choradeira" de que o investimento privado não será atraído para o setor elétrico, não é verdadeira. "Temos fila de investidores privados para fazer parcerias conosco", disse. Ele citou que grupos de empresas estrangeiras no Brasil têm procurado a Eletrobrás para parcerias deste tipo. O grupo Eletrobrás participará do leilão de transmissão de energia na semana que vem com R$ 1,8 bilhão e com parcerias privadas. O presidente da Câmara Brasileira dos Investidores em Energia Elétrica (CBIEE) Claudio Sales afirmou, por sua vez, que o Brasil precisa de cerca de R$ 15 bilhões por ano para o setor elétrico. "O setor estatal tem cerca de R$ 5 bilhões, portanto, dois terços disso têm de vir do investimento privado", afirmou. De acordo com a CBIEE, para ter investimento privado é preciso que o modelo no Brasil tenha "realismo tarifário, o que não tem existido", respeito aos contratos, "correção de descalabros regulatórios", redução da carga tributária, e isonomia entre as empresas estatais e privadas na geração. Claudio Sales chamou a empresa de referência criada no novo modelo que está sendo elaborado de "Alice no País das Maravilhas". Esta empresa servirá para elaborar as tarifas do setor, mas segundo Sales, ela tem uma suposição de inadimplência de 0,5%, "o que não chega a um terço da mais baixa inadimplência, na realidade". Além disso, os salários desta empresa modelo ficam aquém da realidade e a estrutura administrativa e operacional são irreais, segundo Sales. Ele observou ainda que os passivos herdados pelas empresas privatizadas não são reconhecidos. "A empresa teórica não opera no mundo real", disse. De acordo com Sales, os investidores privados têm perdas acumuladas de R$ 32,9 bilhões, sendo que destes, R$ 16,3 bilhões se devem à mudança de critério pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para revisão de tarifas, e R$ 10,6 bilhões são de ágio pago nos leilões de privatização.

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