AP Photo/Carolyn Kaster
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Há 'grande chance' de acordo com China ocorrer, diz Trump

Ao lado do vice-premiê chinês, Liu He, o presidente dos Estados Unidos afirmou que os dois países já estão de acordo sobre os pontos considerados mais delicados; Trump também voltou a ameaçar impor uma tarifa sobre importações do México

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2019 | 18h47

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 4, na Casa Branca que há uma "grande chance" de um acordo comercial com a China se materializar, enfatizando que isso será bom para as duas partes. Segundo ele, já há concordância sobre os pontos mais difíceis nesse diálogo. O presidente, porém, também ressaltou que não há certeza de que ele se produzirá.

Trump disse que um acordo "monumental" pode se materializar em quatro semanas ou um pouco mais. Ele enfatizou que há um progresso em ritmo "rápido" nas negociações e comentou que haverá uma cúpula de líderes com a China se houver o acordo comercial.

O presidente americano disse que têm sido discutidas questões como propriedade intelectual e tarifas com Pequim. "A relação com a China é provavelmente a mais forte que já existiu, o que é bom."

Trump falou ao lado do vice-premiê chinês Liu He, que lidera a delegação de Pequim que está nesta semana em Washington para tratar do comércio.

Em meio às declarações do presidente americano, o representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, ponderou nesta quinta que ainda há "grandes, grandes questões em aberto" nas negociações comerciais com a China.

México

Donald Trump também voltou a ameaçar impor uma tarifa sobre carros vindos do México, caso a situação na fronteira bilateral não melhore. Trump tem insistido que o vizinho ao sul faça mais para conter imigrantes ilegais e evitar a passagem de drogas.

Nesta tarde na Casa Branca, Trump comentou que a tarifa imposta sobre os automóveis do México pode ser de 20%. Mais cedo, ele havia dito que o México terá cerca de um ano para melhorar a situação na fronteira.

BC

Trump confirmou que indicará o republicano Herman Cain para uma posição no conselho do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Ele disse que Cain é uma pessoa "muito boa" e fará um "grande trabalho" na instituição.

Ele comentou que o histórico de Cain está sendo verificado por autoridades, mas não deve haver problema. Também disse que o executivo é uma pessoa "sensacional".

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