CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO
CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO

Há muitos desafios no País, mas cenário abre oportunidades, diz Blackstone

Durante evento promovido pelo 'Estadão' e Secovi, o grupo de real estate afirmou que abrirá escritório no Brasil este ano e que vê oportunidades no País apesar de crise econômica

Cynthia Decloedt e Lucas Hirata, O Estado de S. Paulo

12 de abril de 2016 | 10h30

SÃO PAULO - Há muitos desafios, econômicos e políticos no Brasil no momento, mas esse tipo de ambiente normalmente cria oportunidades. A afirmação é do chefe global de investimentos no grupo de real estate da Blackstone, Kenneth Caplan, em palestra no Summit Imobiliário Brasil 2016, promovido por Estadão e Secovi. "É um ambiente interessante e nos incentiva a investir", disse o keynote do evento, que acontece hoje em São Paulo.

A Blackstone não deverá esperar as condições no Brasil melhorem para investir, segundo Caplan. "Se observarmos uma boa oportunidade, vamos investir", comentou, quando questionado se a atual turbulência política e econômica estaria postergando decisões de investimento. "Vamos focar em ativos de boa qualidade", acrescentou. O executivo da Blackstone destacou ainda que, por seu tamanho, o Brasil é o foco de investimento na América Latina do grupo.

Apesar da crise, Caplan considera que há muitas razões para olhar para o Brasil, citando a demanda reprimida no segmento imobiliário. Entre os desafios, além dos dados macroeconômicos, como inflação e alta taxa de juros, ele comentou sobre  fundamentos enfraquecidos do mercado imobiliário. Um exemplo foi o aumento da oferta de espaço para escritórios em São Paulo, de 149% de 2008-2011 para 2012-2015. Ou seja, oferta elevada é um sinal de enfraquecimento. Ainda assim, ele apontou que não se deve ficar parado. "Estamos investindo", disse, citando que a empresa fez recentemente aquisição de um espaço logístico em São Paulo.

A Blackstone possui globalmente US$ 94 bilhões sob gestão em ativos imobiliários e outros US$ 23 bilhões disponíveis para serem investidos pelo mundo. O executivo comentou também que um escritório será aberto no Brasil este ano, embora invista no País desde 2012 em parceria com o fundo de private equity Patria. Nos Estados Unidos está presente há 25 anos e na Europa, há 20 anos.

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