Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Há possibilidade 'concreta' de aprovar reforma da Previdência em 2017, diz Caetano

No Fórum Estadão, secretário de Previdência do Ministério da Fazenda volta a afirmar que fazer a reforma agora evita medidas mais duras no próximo governo

Idiana Tomazelli e Altamiro Silva Júnior, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2017 | 12h31

O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, afirmou nesta sexta-feira, 1º de setembro, durante o Fórum Estadão, que existe possibilidade concreta de aprovação da reforma da Previdência ainda em 2017. Fazer a reforma agora, disse ele, evita a necessidade de medidas mais duras no próximo governo.

"É bem mais interessante tocar a reforma este ano e aproveitar o ano de 2019 para discutir políticas públicas voltadas para a geração de emprego, o crescimento econômico", afirmou. Por isso, segundo Caetano, aprovar as mudanças previdenciárias este ano representam uma "vantagem política" para o próximo presidente da República.

"Aprovar a reforma agora evitará uma pauta nas eleições (de 2018) que negue o déficit", afirmou o secretário, mencionando críticas de opositores das mudanças na Previdência, com determinadas entidades afirmando que não há déficit nestas contas. "Se alguém negar o déficit, poderá cair em contradição em 2019."

+Falta de idade mínima para aposentadoria privilegia mais ricos, diz Leal

Caetano ressaltou que a reforma proposta pelo Planalto não acaba com o déficit da Previdência, mas impede que a dívida entre em trajetória insustentável. O secretário ressaltou que reformar a Previdência é tarefa complexa em qualquer lugar do mundo e que "focos de resistência" são normais e eram esperados em grupos que sofrem mais alteração com as mudanças.

+'Não há mais gordura a se queimar na reforma da Previdência'

Antes do debate, Caetano disse a jornalistas que o governo está trabalhando "24 horas por dia e sete dias por semanas" para conseguir aprovar a reforma conforme o texto aprovado em maio na Comissão Especial formada na Câmara dos Deputados. Nos cálculos do governo, essa versão preserva 75% do impacto fiscal da proposta original do Planalto.

Perguntado se a delação da JBS prejudicou o andamento da reforma no Congresso, o secretário afirmou que "fatos específicos" e inesperados no mundo político podem alterar votos para a Previdência. Caetano destacou ainda que a Medida Provisória que reonera a folha de pagamentos não teve êxito e voltou a dizer que o governo estuda alternativas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.