DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Há poucos países que não intervêm no dólar, diz Ilan

Em entrevista à ‘GloboNews’, presidente do BC avalia ser saudável reduzir estoque de swaps cambiais

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

08 Julho 2016 | 10h45

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, rebateu ontem que as atuações da instituição no mercado de câmbio têm como objetivo determinar uma cotação para o dólar. Ele enfatizou que há poucos países em que autoridades monetárias não interferem nesse mercado e que será saudável para a economia doméstica se a instituição conseguir reduzir seu estoque de swaps cambiais (operação equivalente à compra de dólar no mercado futuro), atualmente em US$ 60 bilhões.

Em entrevista à GloboNews, Ilan disse que apenas em países desenvolvidos é que os BCs não atuam no câmbio, como no caso entre o dólar e o euro, por exemplo. Para ele, as intervenções são necessárias quando é preciso corrigir distorções do mercado. “No regime de câmbio flutuante (puro), o BC tem de ficar sozinho, de público, assistindo”, disse. “Mas seja o que a gente fizer (no câmbio), sempre vai ter gente dizendo que buscamos algum valor”, continuou. Para ele, essa crítica é recorrente porque se trata de uma avaliação “fácil”.

Para Ilan, o estoque do BC de swaps cambiais já foi “muito elevado”, quando chegou a US$ 110 bilhões. E voltou a sinalizar que pretende reduzir ainda mais esse montante.

“É saudável para a nossa economia, de forma parcimoniosa, sem determinar piso, tetos, direção, reduzir esse estoque ao longo do tempo”, defendeu.

Inflação. A menos de um mês como presidente do Banco Central, Ilan disse ainda que se conseguir deixar o cargo no futuro com a inflação na meta será um legado “bem importante” – principalmente, enfatizou, depois que o IPCA ficou por dez anos longe do objetivo perseguido pela autoridade monetária. “Trabalho aqui como se fosse ficar muitos e muitos anos, mas há questões de curto prazo também.”

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