Há reversão do ciclo de estoques, diz Fazenda

Secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda disse nesta quarta-feira que medidas de incentivo já começam a apresentar efeitos

Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

22 de agosto de 2012 | 17h20

BRASÍLIA - O secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira, disse nesta quarta-feira, 22, que as medidas de incentivo anunciadas pelo governo já começam a apresentar seus efeitos. Ele citou uma série de dados divulgados recentemente, incluindo emprego formal, inadimplência, vendas do varejo e redução de estoques da indústria.

"As medidas que foram adotadas começam a surtir efeito e reverter o pessimismo que vinha no início do ano", afirmou. "Há uma reversão do ciclo de estoques", disse, ao mostrar dados para todo o setor industrial.

Oliveira destacou os números do setor automotivo, ao falar que o emprego vinha caindo, mas que, em julho, já há criação líquida de postos de trabalho. Também disse que houve redução de estoques "considerável" em junho e julho nesse segmento. Destacou ainda dados positivos para móveis e eletrodomésticos, que também receberam incentivos do governo.

Segundo Oliveira, a redução de preços desses produtos (móveis, veículos e linha branca) contribui para a inflação. O secretário também destacou a retomada do crédito, com juros menores e prazos maiores. "A gente vê uma aceleração das novas concessões, mas dentro de um ritmo razoável. Não é nada para assustar ninguém", disse. Oliveira participa de seminário na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara sobre "Políticas públicas de estímulo ao consumo e seus reflexos na economia do Brasil".

Nova matriz macroeconômica

Oliveira afirmou que o Brasil tem hoje uma nova matriz macroeconômica. Entre os destaques dessa nova política, segundo ele, estão a desvalorização do real, uma política monetária mais eficiente, com juros menores e redução de spreads, e solidez fiscal em conjunto com política de aumento dos investimentos.

Oliveira destacou ainda medidas de desoneração e desburocratização tributária e uma política de estímulo a investimentos, por exemplo, com medidas de crédito. "Através do BNDES, o governo tem adotado uma política vigorosa de incentivo ao investimento", afirmou. Oliveira participa de seminário na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara sobre "Políticas públicas de estímulo ao consumo e seus reflexos na economia do Brasil".

Sem eventos extremos

Oliveira disse que há uma deterioração contínua do cenário internacional e que o governo esperava que já houvesse algum nível de recuperação. "Mas as medidas que já foram tomadas, principalmente na Europa, atenuam a situação, mas não trouxeram de volta o crescimento", afirmou.

Segundo Oliveira, a perspectiva hoje do governo é que a crise será longa, mas não haverá eventos extremos como a quebra de um grande banco estrangeiro, como aconteceu em 2008. Oliveira participa de seminário na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara sobre "Políticas públicas de estímulo ao consumo e seus reflexos na economia do Brasil".

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