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Há risco no abastecimento de gás, diz diretor da Petrobras

Fato se concretizaria caso o gasoduto que liga Campinas ao Rio não seja concluído até o fim deste ano

Kelly Lima, da Agência Estado,

02 de outubro de 2007 | 20h28

O diretor da Área de Serviços da Petrobras, Renato Duque, admitiu nesta terça-feira, 2, que há risco de abastecimento de gás natural no País caso o primeiro trecho do Gasene, gasoduto que liga Campinas ao Rio de Janeiro, não seja concluído até o fim deste ano. O trecho está sob batalha judicial e suas obras estão paradas, segundo o diretor. "Faltam apenas 600 metros. Assim que liberarmos na Justiça, será uma questão de dias para a conclusão da obra e entrada em operação do duto", disse o diretor. A batalha é travada pela Petrobrás com os proprietários do terreno em que o duto passa em Pirangaí, distrito do município de Resende, divisa dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Depois de perder várias vezes na Justiça o direito de construir o duto por dentro da propriedade do advogado José Maurício Barcellos, a estatal teve de desenterrar canos já instalados e desviar o curso da obra. O executivo revelou, ainda que a empresa havia feito acordo com os vizinhos de Barcellos, os irmãos Telma e Arnaldo dos Santos, para a desapropriação da área por onde o gasoduto foi desviado. "Fomos agora surpreendidos com uma ação dos proprietários dessa área que pedem na Justiça o dobro do valor que havíamos oferecido pela área", disse Duque. Segundo ele, a avaliação do terreno havia sido feita por peritos contratados pela estatal e os proprietários estavam de acordo com o valor, não mencionado pelo diretor. "É tudo uma questão de dinheiro, mas a Petrobrás não vai pagar mais do que ofereceu e do que o perito estipulou", disse em entrevista após participar da abertura da Rio Pipeline, evento internacional que acontece a cada dois anos no Rio para discutir o setor de dutos. Ainda segundo o diretor da estatal, a Petrobras já gastou no desvio da obra o equivalente ao que poderia ter pago aos dois proprietários. "Agora não dá mais para fazer nenhum desvio. É uma questão de esperar o que a Justiça vai fazer", afirmou. Orçado inicialmente em US$ 300 milhões, quando foi lançado em 2004, esse primeiro trecho do Gasene já teve seus custos elevados para R$ 860 milhões de acordo com a última atualização do planejamento estratégico da companhia. Incluído entre os 183 projetos da Petrobrás do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o duto será responsável por transportar 8,7 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia entre o Rio e São Paulo. No total, o trecho possui 500 quilômetros e passa por mais de 30 municípios nos dois Estados. Um trecho do gasoduto, ligando Campinas a Taubaté já está funcionando, mas sua interligação com o Rio é considerada estratégica para atender à demanda de gás no País.

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