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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Há três investidores associados com TGV para compra da Varig

Outros investidores podem estar associados aos Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) para a compra da companhia aérea. A informação é do presidente da Associação de Mecânicos de Vôo da Varig (AMVAR), Oscar Bürgel, que integra o TGV. Segundo ele, há três investidores associados com o TGV para comprar a Varig. Contudo, ele não revelou os nomes, limitando-se a dizer que entre estes três investidores estariam uma empresa aérea, ou um fundo de investimento ou um banco.Bürgel disse ainda que os R$ 285 milhões, que é a única parcela de dinheiro vivo que o TGV está disposto a desembolsar, já estaria no Brasil. Ele informou também que junto com a proposta encaminhada à Justiça estaria uma carta dos três investidores garantindo a origem dos recursos.A oferta do TGV foi feita na segunda etapa do leilão, quando não havia um preço mínimo para ofertas. Na primeira etapa, em que os lances deveriam ser de valor igual ou superior ao preço mínimo fixado tanto para a companhia inteira (US$ 860 milhões) como para a parte doméstica (US$ 700 milhões), não houve apresentação de nenhuma proposta.Os trabalhadores da Varig ofereceram US$ 449,048 milhões (cerca de R$ 1,010 bilhão), o que equivale a um deságio de 47,8% sobre o mínimo proposto na primeira fase do leilão. Desse total, R$ 225 milhões serão pagos em créditos concursais e extra-concursais, R$ 500 milhões em debêntures da nova companhia e R$ 285 milhões em dinheiro. Fracasso do leilão não significa falênciaO coordenador do TGV, Márcio Marsillac, está reunido na tarde de hoje com o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio, que é responsável pela recuperação da Varig. Haverá ainda outra reunião na empresa SR Rattings, consultoria do economista Paulo Rabello de Castro, que presta assessoria para o TGV. O juiz terá 24 horas para analisar a proposta do TGV. Ele descartou a possibilidade de ser realizado um novo leilão pela Varig, caso a proposta feita pelos Trabalhadores da Varig não seja validada. Descartou também a falência da empresa, mesmo que a proposta não seja aceita. Segundo ele, apesar de a lei de recuperação judicial determinar a falência, o juiz pode interpretar que ainda existe viabilidade financeira para a companhia continuar operando. Segundo ele, a Varig é uma empresa viável e que sofre de um problema de curto prazo.

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