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Há uma janela de oportunidade para retomar Doha, diz Amorim

Segundo chanceler, conversas entre Lula e outros líderes mostram desejo de EUA e Índia de manter negociação

Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo,

14 de agosto de 2008 | 16h23

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu nesta quinta-feira, 14, que há uma "janela de oportunidade", no período das próximas três ou quatro semanas, para a retomada da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). No Itamaraty, após encontro com a Conselheira Federal para Assuntos Exteriores da Suíça, Micheline Calmy-Rey, Amorim relatou que as recentes conversas mantidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixaram claro o desejo dos Estados Unidos e da Índia de se preservarem engajados com o processo de negociação. Veja também:Os problemas que levaram as negociações ao fracasso Vencedores e perdedores após colapso de DohaPrincipais datas que marcaram a rodada O presidente Lula conversou por telefonou, nos últimos dias, com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e com os primeiros-ministros da Índia, Manmohan Singh, e do Reino Unido, Gordon Brown. O chanceler, entretanto, informou que ainda não há sinais, neste momento, de recuo da Índia na sua demanda por uma margem mais ampla de proteção para os produtos agrícolas sensíveis das economias em desenvolvimento importadoras de alimentos. Conforme explicou, suas próprias conversas nesta semana com o ministro de Comércio indiano, Kamal Nath, foram "preliminares". A expectativa de Amorim é de que apenas ao final da visita a Washington do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, haverá clareza sobre a retomada das negociações. A visita ocorrerá na próxima semana. Os Estados Unidos se opuseram à demanda da Índia e aguçaram o impasse que levou a negociação da Rodada a um colapso no último dia 29 de julho. Lamy esteve no último dia 13 em Nova Délhi, onde tratou do tema com Kamal Nath. Amorim novamente lamentou o fato de os ministros dos 30 países mais importantes da OMC não terem concluído o acordo, em Genebra, no final de julho. "O que faltou para se fechar o acordo foi algo relativamente pequeno. Foi como se você construísse uma catedral e, na hora de colocar a torre do sino, a catedral caísse. Vamos ver se conseguimos colocar a torre do sino do jeito certo", descreveu.

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