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Habitação e alimentos desaceleram IPC-Fipe para 0,16%

Todos os demais cinco grupos que compõem o índice apresentam alta no mês de setembro

SÉRGIO CAMARGO, Agencia Estado

02 de outubro de 2009 | 05h27

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apontou inflação de 0,16% em setembro, na cidade de São Paulo, abaixo do resultado de agosto (0,48%). Divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o IPC também ficou abaixo das previsões do mercado, que variavam de 0,17% a 0,25% (mediana de 0,20%), segundo pesquisa da Agência Estado. Na terceira quadrissemana de setembro, o IPC foi de 0,28%.

Os responsáveis por esta diminuição da velocidade das altas no município foram os grupos Habitação e Alimentação, os dois maiores, exatamente nesta ordem, componentes do IPC. O primeiro saiu de uma alta de 1,23% em agosto para uma variação positiva de 0,47% em setembro. O segundo havia fechado agosto com uma variação positiva de 0,22% e encerrou o mês passado em queda de 0,63%.

 

Todos os demais cinco grupos que compõem o IPC-Fipe apresentaram aceleração. O grupo Transportes, por exemplo, saiu de uma marca negativa de 0,05% em agosto para refletir em setembro uma alta média de 0,25% de seus preços. O grupo Despesas Pessoais ficou praticamente estável, mas com uma ligeira aceleração que o fez fechar com uma inflação de 0,18% ante 0,14% no mês anterior.

 

No caso do grupo Saúde, a aceleração da alta foi expressiva: de 0,14% para 0,65%. O mesmo ocorreu com grupo Vestuário, que subiu em setembro 0,75%, elevação quase 11 vezes acima da taxa de 0,07% apurada em agosto. Finalmente, o grupo Educação subiu 0,09% ante 0,04% em agosto.

 

Combustíveis pressionam despesas em SP

 

Os aumentos nos preços do álcool e da gasolina em setembro pressionaram as despesas dos paulistanos com transportes em setembro. Segundo coleta de preços feita pela Fipe no mês passado, o preço do álcool combustível subiu 5,22% o litro nas bombas e a gasolina ficou 0,51% mais cara. Estes dois reajustes estão entre os principais responsáveis pela passagem do grupo Transporte de uma deflação de 0,05% em agosto para uma inflação de 0,25% em setembro.

 

O preço do óleo diesel caiu 0,41% no período, mas outras despesas com veículos também subiram de agosto para setembro. O óleo lubrificante teve seu preço aumentado em 1,70% e a manutenção do veículo ficou 0,84% mais cara. Já o subgrupo aquisição de veículo próprio, ainda por conta dos efeitos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), registrou variação 0,38% menor em setembro. Isso porque os preços dos automóveis novos apresentaram queda de 0,63% e os dos usados, -0,31%.

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