Habitação e Transportes seguram inflação semanal

Os grupos de Habitação e Transportes foram os principais responsáveis pela desaceleração da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), de 0,30% na semana encerrada em 15 de abril para 0,23% nos sete dias encerrados em 7 de abril. O dado, divulgado nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas, apontou um resultado abaixo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam algo entre 0,25% e 0,36%. O total ficou abaixo da mediana das expectativas, que era de 0,31%. Segundo a FGV, o grupo de Habitação passou de 0,29% para 0,20%, enquanto os Transportes caíram de 1,25% para 0,66%. Também registraram desaceleração de preços os setores de Saúde e Cuidados Pessoais, de 0,61% para 0,60%; e Educação, Leitura e Recreação, que estava em queda de 0,09% e passou para deflação ainda maior, de 0,24%. Os outros três grupos estudados pelo IPC-S, Alimentação, Vestuário e Despesas Diversas, registraram aceleração de preços. INFLAÇÃO Grupos Semana até 7 de abril (%) Semana até 15 de abril (%) Variação (ponto porcentual) Transportes 1,25 0,66 -0,59 Habitação 0,29 0,20 -0,09 Saúde e Cuidados Pessoais 0,61 0,60 -0,01 Vestuário 0,56 1,01 0,45 Educação, Leitura e Recreação -0,09 -0,24 0,15 Alimentação -0,21 -0,10 0,11 Despesas Diversas 0,38 0,43 0,05 Produtos Por produtos, as altas mais expressivas foram registradas em tomate, que ficou 22,65% mais caro no período; o mamão papaya, que teve alta de 16,06%; e leite tipo longa vida, com inflação de 3,57%. As quedas mais acentuadas ficaram a cargo da maçã nacional, com retração de 21,55%; do frango em pedaços, que ainda sente os efeitos da gripe aviária, com queda de 6,17%; e do abacaxi, que ficou 10,78% mais barato. O IPC-S mede a inflação para famílias com rendimentos entre 1 e 33 salários mínimos, em São Paulo e no Rio de Janeiro Este texto foi atualizado às 10h04.

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