Halliburton, de Dick Cheney, nega irregularidades contábeis

A empresa de serviços para exploração de petróleo Halliburton afirmou que o processo movido contra ela por suposta fraude contábil é "falso, sem sustentação e infundado". Hoje pela manhã, a Judicial Watch abriu um processo contra a Halliburton, o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, a empresa de auditoria Arthur Andersen e a Andersen Worldwide, 13 diretores das Halliburton e Edward Hatchett, sócio-gerente da Arthur Andersen para a América do Norte. Cheney foi chairman e executivo-chefe da Halliburton de 1995 até ser escolhido vice de George Bush na chapa do Partido Republicano para a eleição presidencial norte-americana de 2000. A Judicial Watch acusa a Halliburton de ter superstimado sua receita de 1999 a 2001 em US$ 445 milhões, o que teria prejudicado os acionistas. A empresa está sendo investigada pela SEC (a CVM dos EUA) desde maio, mas o órgão ainda não apresentou nenhuma acusação contra a companhia. "Estamos trabalhando diligentemente com a SEC para resolver as questões sobre os procedimentos contábeis da empresa. A Halliburton sempre seguiu e continuará a seguir as diretrizes estabelecidas pela SEC e pelo Gaap" (sigla para procedimentos contábeis geralmente aceitos nos EUA), disse o executivo financeiro chefe da companhia, Doug Foshee. Às 15h22 (de Brasília), as ações da Haliburton caíam 4,04%, para US$ 13,55; a máxima das últimas 52 semanas havia sido em US$ 36,79.

Agencia Estado,

10 de julho de 2002 | 17h50

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