Hamilton: choque de oferta não se combate com juro alto

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, disse nesta quinta-feira, após a divulgação, pelo BC, do relatório de inflação, que a decisão de reduzir os juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), apesar da previsão de inflação maior em 2012 feita pela própria instituição, se deve ao fato de que não se pode combater choques de oferta com aumento de juros.

CÉLIA FROUFE, EDUARDO CUCOLO E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 13h21

Hamilton disse ainda que, considerando que há defasagens importantes na ação de política monetária sobre atividade e inflação, "não faria sentido subir taxas de juros". "No relatório passado, entendíamos que a inflação ia convergir para 4,5% neste ano. Ocorreu esse choque que desviou a inflação temporariamente dessa tendência. Se não fosse esse choque, a inflação iria convergir para a meta neste ano", afirmou, ao se referir ao choque nos preços das commodities agrícolas no Brasil e no exterior. "E a boa prática recomenda que esse tipo de impacto não seja combatido com choque de juros. Que se combata os efeitos de segunda ordem. Esse choque tende a ser revertido", disse.

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