Hamilton: crédito moderou e cresce à taxa mais saudável

O mercado de crédito no Brasil moderou, crescendo a uma taxa mais saudável e segue bastante positivo, disse nesta terça-feira o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, .

REUTERS

22 de novembro de 2011 | 11h54

Ele também reiterou a visão do BC de que a inflação acumulada em 12 meses atingiu pico em setembro e começa a recuar a partir deste trimestre.

"Apesar da moderação da atividade (do crédito) na margem, a gente observa que o mercado de crédito ainda apresenta um desempenho muito positivo", disse ele ao apresentar o relatório regional do BC, na capital mineira.

"É evidente que houve moderação no mercado de crédito... Agora o mercado de crédito está evoluindo a uma taxa muito mais saudável."

Essa moderação deveu-se em parte às medidas tomadas pelo BC no ano passado, ressaltou ele.

Em relação à inflação, ele reiterou a visão de que ela vai convergir para o centro da meta.

"A inflação em bases mensais tem moderado... recuou bastante desde maio deste ano... A inflação acumulada em 12 meses alcançou o pico no trimestre encerrado em setembro e começa a recuar neste trimestre", disse ele.

"(A inflação) vai se deslocar na direção da trajetória de metas, lembrando que (o centro da) a meta é de 4,5 por cento."

De fato, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos 12 meses encerrados em outubro desacelerou a 6,97 por cento, ante 7,31 por cento nos 12 meses até setembro.

No entanto, o mercado trabalha com estimativas acima do centro da meta neste ano e no próximo. Segundo o Focus, as previsões são de, respectivamente, 6,48 e 5,55 por cento.

Hamilton também disse que a taxa de inadimplência no país está "bem comportada".

(Reportagem de Carlos Eduardo Cherem)

Tudo o que sabemos sobre:
BACENHAMILTONCREDITO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.