Havaí e Alasca pedem menos restrições nos portos

Políticos do Havaí, Alasca, Porto Rico e Guam estão se unindo para pressionar o governo dos EUA por um alívio em uma lei marítima aprovada décadas atrás.

AE, Agencia Estado

14 de março de 2014 | 01h25

O Ato da Marinha Mercante de 1920, conhecido como Ato Jones, foi desenhado para proteger a indústria naval doméstica, ao prever que apenas embarcações feitas nos EUA e com a bandeira do país podem entregar bens entre os portos norte-americanos. Isso significa que um navio cargueiro carregado com bens da China só pode fazer uma parada por vez nos EUA. Ele não pode, por exemplo, parar no Havaí para trocar bens antes de seguir para Los Angeles.

O senador do estado do Havaí Sam Slom disse que a lei pune o povo do Alasca, de Porto Rico, Guam e Havaí com altos custos de vida. Representantes dos estados se reuniram para uma videoconferência ontem.

"Agora se sabe que o custo de vida no Havaí, principalmente por causa do nosso custo adicional de embarcação e por causa do Ato Jones, é agora 49% maior que no resto dos EUA. Isso está se tornando insuportável. É difícil para as pessoas. É difícil para as famílias. É difícil para os pequenos empresários também", disse.

Slom faz parte de um grupo bipartidário de legisladores do Havaí que estão pressionando o Congresso para reconsiderar a lei ou avaliar uma exceção para estados e territórios não contíguos. Os legisladores do Alasca já fizeram um pedido similar ao Congresso, mas ainda não obteve resultado, disse o senador Fred Dyson.

A Parceria Marítima Americana, uma coalizão que representa partes da indústria, disse que essa lei é fundamental por razões econômicas e de segurança. Eles afirmaram que o setor é responsável por cerca de 500 mil empregos e mais de US$ 100 bilhões em produção econômica anual. Fonte: Associated Press.

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