Isac Nóbrega/PR
Isac Nóbrega/PR

Havendo aumento do PIB, desbloqueio do Orçamento vem naturalmente, diz Guedes

Ministro disse que alta de 1,2% na atividade econômica no primeiro trimestre sinaliza um crescimento bastante forte da economia neste ano

Fabrício de Castro e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2021 | 15h59

BRASÍLIA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, 1.º, que, havendo aumento do Produto Interno Bruto (PIB) acima do inicialmente projetado, o governo promoverá naturalmente o desbloqueio no Orçamento de 2021.

Segundo ele, o bloqueio inicial para a área de educação é de R$ 2,5 bilhões. No entanto, R$ 900 milhões já estariam em processo de desbloqueio. Nesta sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB teve alta de 1,2% no primeiro trimestre de 2021, ante o quarto trimestre de 2020. O resultado ficou acima do esperado pelo mercado financeiro (0,70%).

Para o ministro, o desempenho da atividade econômica de janeiro a março sinaliza um crescimento bastante forte da economia neste ano. “O avanço da vacinação e dos protocolos protegem a economia. É possível que estejamos crescendo a taxas bem maiores. A arrecadação tem vindo forte”, completou.

Durante participação em audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Guedes afirmou ainda, ao tratar da economia de modo geral, que a pandemia "derrubou o Brasil", que estava "começando a crescer". Ele também citou a política econômica dos governos anteriores. Segundo ele, a "nova matriz econômica", colocada em prática no governo da presidente Dilma Rousseff gerou recessão no País.

O ministro negou que tenha prometido zerar o déficit primário ainda no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, em 2019. "Nunca prometi zerar o déficit. Eu dizia que nós queríamos zerar", pontuou. "Eu tenho meta, não promessa. A meta era zerar o déficit." Com a pandemia, porém, o governo foi forçado a elevar os gastos, o que ampliou o rombo fiscal.

Ao mesmo tempo, Guedes reconheceu a importância do auxílio emergencial pago pelo governo durante a pandemia. De acordo com o ministro, é "evidente" que o benefício "ajudou a economia a voltar, a cair menos (em 2020)".

O ministro também fez uma avaliação da escalada mais recente da inflação no Brasil. Para ele, os preços dos alimentos - um dos fatores de pressão sobre o IPCA, o índice oficial de inflação - começaram a subir no País por uma "dupla coincidência": a busca maior por produtos no exterior e o pagamento de auxílio emergencial no Brasil. Estes dois fatores teriam impulsionado os índices.

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