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HB20 muda ranking de carros mais vendidos

Modelo lançado pela Hyundai em setembro já é o quarto na lista de vendas, posição tradicionalmente restrita às líderes Fiat, Volkswagen, GM e Ford

CLEIDE SILVA, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2013 | 02h03

O Brasil tem uma das maiores diversidades em oferta de veículos, com cerca de 1.750 modelos e versões disponíveis, mas só os seis carros mais vendidos respondem por 38% das vendas totais desse segmento. A lista, historicamente composta por automóveis das quatro maiores fabricantes - Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford -, neste ano inclui o compacto de uma novata, a Hyundai.

A marca coreana iniciou produção própria no País em setembro e seu primeiro modelo nacional, o HB20, já é o quarto mais vendido, atrás dos veteranos Gol, da Volkswagen, e Uno e Palio, da Fiat. É a primeira vez que o ranking dos seis primeiros colocados tem um automóvel que não é produzido pelas principais montadoras locais.

Nos primeiros quatro meses do ano, o HB20 teve 43,8 mil unidades vendidas. Há versões com cerca de dois meses de fila de espera. O Gol, líder de mercado há 26 anos, vendeu 78,8 mil unidades. Uno e Palio venderam 61,8 mil e 61,1 mil unidades, respectivamente. Na quinta posição está o também Volkswagen Fox (42,7 mil unidades) e, na sexta, o Onix (38,6 mil), modelo novato da GM. "O HB20 é uma surpresa. Ele iniciou um novo segmento no Brasil, o de compactos nacionais premium", diz Arnaldo Brazil, executivo sênior da consultoria MSX International. Para ele, o HB20 rompeu com a tradição de compactos simples. "Ele tem design de carro de luxo e elevado nível de acabamento."

Brazil pondera que, apesar de os brasileiros estarem optando por carros "diferentes", o grosso das vendas continua nos modelos tradicionais, das marcas que detêm em média 20% de participação nas vendas. A Ford tem 9% do bolo, mas nos anos de 2003 a 2005 e em 2012 conseguiu colocar o Fiesta na sexta posição entre os mais vendidos.

O até agora imbatível Gol, que está na quinta geração, tem por trás a força da tradicional marca Volkswagen, com uma extensa rede concessionários, disponibilidade de peças, facilidade de revenda e baixo índice de desvalorização. "O modelo já passou por um ciclo completo, situação que o HB20 só terá daqui a um tempo", diz Brazil.

O ciclo, segundo ele, passa pela visita à concessionária para as primeiras revisões, custos e facilidade para obter peças e trocar o modelo usado. O consumidor vai avaliar todas as etapas, incluindo a desvalorização.

Competição. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, calcula que o Brasil tem 1.754 modelos e versões de veículos à venda, dos quais 1.245 são automóveis e comerciais leves. As versões podem ser caracterizadas por tipo de motor e número de portas e de equipamentos.

"Há 62 marcas, entre nacionais e importados, disputando o mercado", informa Moan. Segundo ele, é o retrato de quão intensa é a competição no Brasil, algo difícil de se ver em outros países.

Em 2005, havia cerca de 900 modelos e versões à venda, segundo dados da Anfavea. Isso significa que a variedade de produtos cresceu 95%, enquanto as vendas apresentaram alta de 120%, passando de 1,71 milhão de unidades em 2005 para 3,8 milhões em 2012. Moan diz que as associadas da Anfavea respondem por 80% da produção global de veículos.

O Brasil é o quarto maior mercado mundial de veículos, atrás de China, Estados Unidos e Japão. A Anfavea prevê a venda de 3,9 milhões de veículos em 2013 - volume que deve chegar a 5 milhões em 2017.

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