Hedging-Griffo: cenário está melhor

Mesmo com números que apontam para um desaquecimento da economia, o Fed pode continuar em sua estratégia de alta de juros. Isso porque o efeito da elevação dos juros leva algum tempo para ser incorporado ao cenário econômico. Na opinião do diretor da área de Investimentos da Hedging-Griffo Asset Management, Luiz Stuhlberger, a mudança de expectativa, no entanto, foi suficiente para deixar as Bolsas mais otimistas.Na opinião da Hedging-Griffo Asset Management, os sinais de desaquecimento da economia foram explicitados por alguns dados. Principalmente o que apontou um aumento da taxa de desemprego, de 3,9% em março para 4,1% em abril, nos EUA, divulgado na sexta-feira. A resposta dos mercados veio rápida. Os índices Nasdaq e Dow Jones dispararam no mercado de Nova York e puxaram também a Bolsa de São Paulo, que acumulou valorização de 8,46% em apenas dois pregões de junho. Mercado acionário é boa opção, mas com cautela Embora o mercado doméstico insista em andar quase sempre de mãos dadas com o de Nova York, Stuhlberger afirma que o investidor precisa olhar mais de perto os desdobramentos do pacote fiscal adotado pela Argentina. As medidas, entre elas a que define corte de renda dos servidores públicos, obteve acolhida positiva dos mercados internacionais, mas é preciso ficar atento também à reação da população e às supostas dificuldades para sua adoção.Ademais, lembra, o forte arrocho na renda embutido no pacote fiscal tende a levar a um reforço do ambiente de recessão econômica que redundaria em diminuição de receita do governo. Menos renda significa menos consumo, menos produção, menos arrecadação de imposto e, portanto, de receita tributária. Por aí, as medidas definidas para o corte de despesas poderiam lançar a Argentina novamente em dificuldades, pela redução de receitas, mais à frente. Mesmo com o persistente risco argentino, a Bolsa deve seguir tendência de alta em junho, prevê o diretor da área de Investimentos da Hedging-Griffo. O mercado de ações, em sua avaliação, deve continuar respondendo aos bons indicadores, externos e domésticos. O investidor deve aproveitar a perspectiva favorável à Bolsa destinando uma parte, entre 20% e 30% dos recursos, ao investimento em um fundo de ações.

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