Clarios/ Divulgação
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Heliar desenvolve no Brasil baterias mais leves e mais econômicas

Empresa, criada com a compra global da divisão de baterias da Johnson Controls, também lançou no País, em novembro, baterias elétricas para motos, inicialmente importadas da Ásia

Entrevista com

Ernani Kato, diretor de Engenharia da Clarios

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2019 | 04h00

Fabricante de baterias da marca Heliar em Sorocaba (SP), o grupo canadense Clarios trabalha na nacionalização de uma versão mais eficiente e mais leve que a atual, para ajudar montadoras do Brasil a atenderem às normas de eficiência energética que entrarão em vigor em 2021. A empresa criada com a compra global da divisão de baterias da Johnson Controls também lançou no País, em novembro, baterias de íon de lítio para motos, inicialmente importadas da Ásia.

Qual o tamanho da Clarios no Brasil?

Somos a maior fabricante de baterias na América do Sul. Recentemente, com um projeto de modernização e aquisição de novos robôs, ampliamos nossa capacidade produtiva em 11%, para 10 milhões de unidades anuais. Neste ano, vendemos 9 milhões de baterias para carros, caminhões, ônibus, motos e estacionários.

A modernização reduziu mão de obra?

Temos 1,3 mil funcionários e a instalação de mais 12 robôs – ante cinco anteriormente –, não resultará em redução de mão de obra, pois os funcionários vão migrar para outras operações, mas nossa produção vai aumentar sem contratações.

A Moura é a maior concorrente da Heliar. Quanto vocês detém do mercado?

Não divulgamos, por questão estratégica.

Qual a atuação global da empresa?

A Clarios é a maior empresa de baterias do mundo. Vendeu 154 milhões de unidades em 2018 e teve US$ 8 bilhões de receita. Uma em cada três baterias de carros lançados globalmente é nossa. Temos o leque todo de produtos, desde baterias de chumbo ácido convencional, chumbo ácido avançada e de íon de lítio.

Vocês farão bateria elétrica no Brasil?

Lançamos no mês passado bateria de íon de lítio para motos, a Heliar Lítio, importada da Ásia. Ela é 70% mais leve que a de chumbo ácido e dez vezes mais durável e, por isso, contribui para o veículo atingir velocidade mais alta e de forma mais rápida, além de economizar combustível. Focamos nas motos pois nossa marca está presente em nove de cada dez motos feitas no Brasil. Esse mercado ainda é pequeno, por isso no curto prazo não há plano de produção local.

Há projeto para baterias mais eficientes e mais econômicas?

Temos vários desenvolvimentos de baterias com montadoras para ajudá-las a atender o programa Rota 2030. Já temos a EFB (uma evolução da bateria comum), mas, para cumprir a nova legislação, estamos investindo na criação de um modelo especial para o fim de 2020.

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