Herman Miller vai abrir fábrica no País

Apenas uma década atrás, eram poucas as empresas brasileiras preocupadas em proporcionar aos funcionários um ambiente de trabalho confortável e que estimulasse a colaboração. A explosão das redes sociais, a constante valorização da troca de experiências e a crescente preocupação com o meio ambiente têm mudado esse quadro. Não é por acaso, assim, que a multinacional de mobiliário corporativo Herman Miller escolheu este momento para reforçar suas operações no País.

Aiana Freitas, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2011 | 00h00

"A economia brasileira vive um momento espetacular", justifica o presidente da Herman Miller International, o britânico Andy Lock, que esteve em São Paulo na semana passada. Em entrevista exclusiva ao Estado, Lock, responsável por todas as operações da empresa fora dos Estados Unidos e do Canadá, explica que, nos últimos dois anos, o foco foi a China, onde a Herman Miller ergueu uma fábrica. "Agora estamos voltando nossas atenções para essa região do mundo. Queremos desenvolver o portfólio certo para o Brasil. Alguns dos produtos podem ser vendidos mundialmente, até porque muitos dos nossos clientes são multinacionais, mas outros precisam ter características locais", explica.

A ideia, segundo Lock, é abrir uma fábrica no País em breve. Atualmente, a Herman Miller tem sete distribuidores no Brasil. Segundo a gerente da multinacional na América do Sul, Carla Barbosa, o número de parceiros deve ser ampliado nos próximos anos, especialmente fora do eixo Rio-São Paulo.

Fundada em 1923 em Michigan, nos Estados Unidos, a Herman Miller está presente no Brasil há 50 anos e é reconhecida internacionalmente por adotar práticas empresariais inovadoras e por suas ações de responsabilidade social. Na década de 90, a empresa, que ajudou a criar o conselho para edifícios verdes dos EUA, contratou o arquiteto ambiental William McDonough para projetar sua nova fábrica, que ficou conhecida como "Green House" ("Casa Verde"), na Inglaterra. O prédio tem um sistema de ventilação natural que dispensa o ar condicionado e a face norte inteira de vidro, o que permite a entrada de luz natural. Os carpetes usados são todos de material reciclável.

É na área de design, no entanto, que a Herman Miller coleciona o maior número de prêmios. Alguns de seus móveis se tornaram verdadeiros ícones, como a cadeira Aeron, que já fez parte do acervo do MoMa, de Nova York. Entre os designers que já criaram produtos em parceria com a empresa estão George Nelson, Charles e Ray Eames, Alexander Girard e Yves Béhar. Andy Lock resume a filosofia da empresa: "Criamos ambientes em que as pessoas querem estar, e não em que precisam estar."

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