Hidrelétrica de Jirau vai a leilão amanhã

O leilão da Hidrelétrica de Jirau (3.300 MW), previsto para amanhã, abre definitivamente a fronteira amazônica para a construção de grandes empreendimentos energéticos na região. Com a conclusão da licitação das duas usinas do Complexo do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), que somam 6.450 MW de potência instalada, em Rondônia, o governo parte agora para uma série de projetos nas bacias do Amazonas, Tocantins, Araguaia e Teles Pires.Até 2011, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) planeja leiloar sete grandes hidrelétricas (Belo Monte, Teles Pires, Sinop, Marabá, São Manoel, Serra Quebrada e São Luiz) com capacidade instalada de quase 27 mil MW. Esses projetos, avaliam especialistas, exigirão uma elevada dose de bom senso por parte do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que substituirá Marina Silva na pasta.Mas o trabalho de Minc não deve parar por aí. Cerca de 70% do potencial hidrelétrico a ser explorado no País está localizado na Região Norte, área de elevada complexidade ambiental. Na Bacia do Amazonas, por exemplo, apenas 38% da capacidade não têm algum tipo de restrição ambiental. Em Tocantins/Araguaia, só 8%, destaca o Plano Nacional de Energia 2030, elaborado pela EPE.Apesar da dificuldade, o governo federal já demonstrou que vai comprar a briga pela retomada das grandes hidrelétricas no País. Alguns especialistas acreditam que Minc será um aliado na liberação das licenças ambientais dos megaempreendimentos, mas com responsabilidade. O primeiro grande desafio do ministro será destravar o licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, cuja capacidade instalada é de 11.182 MW. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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